[Ficha Aprovada] Amelie Chateaubriand, Parente dos Filhos de Gaia

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[Ficha Aprovada] Amelie Chateaubriand, Parente dos Filhos de Gaia

Mensagem por Bela Lugosi's Dead em Seg Jul 20, 2009 4:22 am

Raça: Humana.
Relação: Filha de pai Garou.
Tribo: Filhos de Gaia.
Natureza: Samaritana.
Comportamento: Samaritana.
Conceito: Parente reprodutora.

ATRIBUTOS
Físicos: Força 2, Destreza 4, Vigor 3.
Sociais: Carisma 3, Manipulação 3, Aparência 3.
Mentais: Percepção 3, Inteligência 2, Raciocínio 2.

HABILIDADES
Talentos: Esportes 3, Empatia 3, Expressão 2.
Perícias: Empatia com Animais 3, Condução 3, Atuação 2, Sobrevivência 3.
Conhecimentos: Lingüística 2, Ocultismo 2.

VANTAGENS
Antecedentes: Contatos 2, Recursos 3.
Força de Vontade: 5.
Gnose: 3.
Qualidades: Gnose (7).
Defeitos: Tímida (1), Coração Mole (1), Vegetariana (1), Pesadelos (1), Ingênua (1).

[21 ptos. de bônus + 5ptos. de Defeitos gastos em: 1 pto. de Força (-5), 2 ptos. de Vigor (-10), 1 pto. de Esportes (-2), 2ptos. de FdV (-2), Qualidade Gnose (-7)]

PRELÚDIO - A COMUNIDADE DE NOUVELLE JOIE
Ser um Parente dos Garou é um destino, na maior parte das vezes, lamentável. Em uma raça metamórfica hegemônica que, por sua própria condição, é superior à humana em TUDO, não há nenhuma vantagem ou benção em ter um pai ou uma mãe pertencente à essa raça, porque no final a relação estabelecida não será igualitária e aquele que não possuir poderes metamórficos estará condenado.
Contudo, entre os Filhos de Gaia isso pode ser diferente.
Nascida em um pequeno Caern de Filhos de Gaia, Amelie Chateaubriand era filha de um nobre Galliard da tribo chamado Albert Chateaubriand. Era, na verdade, a décima terceira filha de Albert. O Garou tivera - e teria, caso tivesse vivido para isso - tantos filhos quantos pudesse até que tivesse seu terceiro filho Garou. Sua esperança era que Amelie fosse essa Garou (que seria a primeira menina Garou e portanto, a queridinha-do-papai). A puberdade de Amelie passou, bem como sua adolescência, e a menina não sofrera sua primeira mudança: os espíritos estavam certos, Amelie não era Garou.
O Caern tinha sete Garou, todos Filhos de Gaia. Cinco pertencentes ao campo decadente dos Aetherna Inamorata. Além disso, estava incrustado em uma pequena comunidade próxima à cidade de Montpellier, na França. Uma comunidade com costumes no mínimo excêntricos.
A comunidade de Nouvelle Joie tinha cerca de 100 pessoas. Grande parte desse contingente era formado por Parentes dos Filhos de Gaia ou de outras tribos - o que certamente descontentava essas outras tribos. O que fazia com que a comunidade de Nouvelle Joie fosse procurada por tantas pessoas e por Parentes de outros Garou era o simples fato de que a comunidade, sob a tutela dos Filhos de Gaia, constituía um pequeno paraíso na terra. Os costumes fomentados por aqueles Garou construiram em poucas décads uma mentalidade absolutamente nova, alegre e distinta da mentalidade civilizada ou selvagem da qual emergiam outros Garou. Pode-se dizer que era uma comunidade anarquista e vegetariana (mesmo os Garou evitavam ao máximo a caça, o que pode ter contribuído para que tenham sido tão facilmente destruídos). Nenhum poder político ou administrativo era exercido, nem tambpouco haviam leis claras ou julgamentos sobre as pequenas infrações: todos compreendiam como deviam agir e todos faziam. Os conflitos eram resolvidos com diálogo e os próprios Garou eram vistos como exemplos morais, não como chefes. Sim, os Garou conviviam sem segredos com aqueles humanos. E isso também pode ter sido uma das razões para seu desaparecimento.

BACKGROUND - A VIDA DE AMELIE
Amelie cresceu no próspero ambiente de Nouvelle Joie. Como todas as crianças da comunidade, era criada em liberdade, mantendo íntimo contato com a natureza. Frutas, ovos e leite fresco, legumes e grãos colhidos pelos próprios moradores da comunidade; brincadeiras em árvores, rios, cavernas; contato permanente com cães, cavalos e aves... Esses foram alguns dos horizontes de experiências da pequena Amelie em sua comunidade.
Os Parentes e filhotes de Garou recebiam educação adequada para que compreendessem a mentalidade Garou. Quando crianças, ouviam de Albert e dos outros Filhos de Gaia variações bizarras de um conto de fadas nada fictício: a história do grande Verme que desejava comer tudo o que existe. Na medida em que se tornavam crescidos, eram educados pelo Theurge nas letras, nos mistérios ocultos, em técnicas de sobrevivência e em toda sorte de conhecimento teórico que exigiria contato com a civilização ou com a selva. Aprendiam que o Verme se chamava Wyrm, embora nunca tivessem visto uma manifestação dessa coisa.
A Wyrm - como a selva e a civilização - foram coisas que Anelie compreendeu apenas conceitualmente até muito tarde, até quando foi tarde demais.
Logo durante a adolescência, Amelie compreendeu que sua saúde lhe imputava uma responsabilidade para com seus parentes Garou: seria uma reprodutorra. Daria a luz à crianças na esperança de povoar a terra com metamorfos. Seu útero seria seu melhor instrumento na luta pela Mãe Gaia. Com Alegria, Amelie engravidou pela primeira vez aos 15 anos, e deu a luz à um menino aos 16.
É importante ressaltar o fato de que as crianças não eram vistas como propriedade dos pais e mães como é o costume da civilização. Eram responsabilidade de toda a comunidade, e as relações conjugais não existiam. Assim, quando Amelie teve mais um filho - dessa vez uma menina - aos 17 anos, não foi espantoso nem estranho o fato da criança ser filha de outro pai.
Quando tinha 19 anos, Amelie teve um filho de seu próprio pai, pois este tinha esperanças de que o sangue puro gerasse um Garou - já que a própria Amelie não seria, definitivamente, mais do que uma Parente. Amelie realmente compreendia suas gestações como um serviço prestado à sua Mãe Gaia e dava a luz com a assistencia mágica dos Filhos de Gaia, em rituais de grande alegria como só poderiam ser em caerns dos Filhos de Gaia.
Quando Amelie tinha 21 anos, foi escolhida entre mais alguns jovens para conhecer a civilização. Era, na verdade, uma medida extrema de seu pai: uma ameaça iminente por parte dos próprios Garou - mais precisamente de uma coalizão entre Garras Vermelhas e Senhores das Sombras que consideravam a comunidade de Nouvelle Joie uma verdadeira doença, mais doentia do que a própria civilização - impunha-lhe o dever de espalhar algums membros daquela utopia pelo mundo para que, no momento devido, pudessem reconstruir Nouvelle Joie caso esta caísse ante seu inescapável destino e pelas garras de seus próprios irmãos. Com relutância, Amelie foi para a Universidade de Montpellier e finalmente conheceu a civilização.
Durante um ano, Amelie se correspondeu com Nouvelle Joie através de cartas, contando os horrores da civilização. Sofria terrivelmente, pois sua ingenuidade crônica e seu temperamento dócil fazia com que fosse facilmente enganada ou abusada por pessoas oportnistas. Não conseguia compreender a forma da humanidade viver e pensar, e se sentia profundamente triste por ter de viver longe de sua comunidade.
Na noite que antecedia um exame - Amelie não ia bem nos estudos - Amelie teve um pesadelo. Senhou nitidamente com a destruição de Nouvelle Joie, e viu sua pequena comunidade arder em chamas. Sabia, diferentemente das pessoas céticas com quem era forçada à conviver em Montpellier, que sonhos guardam significados profundos e nos ligam diretamente à reinos espirituais muito reais. E foi com a falta de jeito de uma pessoa não-civilizada que Amelie correu na tempestade os 14 quilômetros que separavam Monspellier de Nouvelle Joie. Quando chegou à comunidade, percebeu que seu sonho fora realmente uma visão, e que uma tragédia havia caído sobre Nouvelle Joie: a cidade estava destruída. Suas casas foram tombadas, colheitas destruídas, animais e pessoas mortas.
Amelie gritou, em desespero. Seus pais, irmãos, filhos e amigos estavam todos mortos. Seu mundo havia desaparecido por força de uma violência que ela esperava nunca ter de experimentar ou mesmo conhecer. Chorou com toda sua força e desmaiou. Acordou no outro dia, no chão úmido. Estava doente, ardia em febre e teria morrido ali, não tivesse sido encontrada por Isabelle "Lágrimas-na-Aurora" Voltaire. Isabelle fora a única Garou à ser enviada para a civilização. Fora escolhida, dentre os sete Filhos de Gaia de Nouvelle Joie, para ser a âncora da reconstrução da comunidade caso ela caísse por qualquer motivo.
Amelie foi levada para seu apartamento em Montpellier e passou os dias seguintes em profunda depressão. Teria de conviver com os seres humanos a partir de então? Não, queria participar do mundo Garou, queria voltar à viver ao lado de Filhos de Gaia, e pediu para que Isabelle lhe indicasse algum lugar onde poderia viver. Qualquer lugar onde pudesse ser ela mesma - coisa que só acontecia quando convivia com os Garou.

ANTECEDENTES
Isabelle Voltaire, "Lágrimas-na-Aurora" (piada bizarra com a profecia de que em uma manhã terrível, quando choveriam lágrimas, em que ela seria a única sobrevivente) era então sua única aliada, única pessoa com quem podia contar.
Também manteve contato com os outros Parentes oriundos de Nouvelle Joie, que se espalharam pelo mundo.
Com algum pouco esmero, Isabelle fez uma conta bancária, uma pequena poupança a partir da qual Amelie obtém seus recursos.

APARÊNCIA
O sangue Garou definitivamente tem suas vantagens. A dieta vegetariana completa as lacunas do sangue.
Amelie, no auge de seus 22 anos, é uma mulher bonita. Alta, com 1,75m de altura. Seu corpo esbanja saúde e mesmo depois de três gestações, exibe formas que despertam desde o desejo até a inveja: cintura fina, quadris largos, seios fartos e firmes. Seus braços e pernas possuem musculatura forte, embora não muito evidente. A rotina na comunidade lhe talhou um corpo firme e forte, dotado de grande agilidade. Sua pele é clara, embora não seja pálida - nem poderia sê-lo, uma vez que fora dourada de forma integral desde a infância. Seu cabelo também não é exatamente louro, aproximando-se dacor do mel, sendo volumoso e ondulado. Amelie nunca prende seus cabelos. Tem olhos claros, de uma cor que é difícil precisar, variando entre o verde e o azul em função do ambiente. Costuma vestir-se de modo que possa ser identificada como uma pessoa que rejeita à elegância da civilização: sandálias de couro, saias estampadas, blusas de alças finas, etc. O típico vestuário "hippie". Quando usa adereços, serão sempre ítens naturais, colares e brincos que exibam sementes, conchas, etc. Carrega, em uma bolsa de crochê, alguns poucos ítens: um telefone celular onde só constam os números de seus contatos e de Isabelle, notas de dinheiro - que nunca é muito - e algum livro de bolso, de romance ou poesia.

A GNOSE
Amelie é uma das raras Parentes que tem Gnose. O Theurge de Nouvelle Joie notara a afinidade daquela menina com o mundo espiritual, e sugeriu à seus companheiros que Amelie fosse uma das escolhidas para ser enviada à civilização se isso fosse realmente feito no interesse de preservar as sementes daquela utopia. Aliás, o Theurge apostava que aquela jovem teria muito mais chances de dar a luz à outros Garou que a maioria dos Parentes (o que levou seu próprio pai a engravidá-la). Infelizmente, isto não pode ser verificado à tempo, pois seus três filhos morreram jovens demais.
Esta característica especialíssima tem um potencial que a própria Amelie desconhece. O máximo que fez foi acompanhar seu pai pela Umbra algumas poucas vezes, na Umbra segura que refletia o mundo material de sua comunidade.

OS DEFEITOS
Tímida: Pessoas da civilização pensam de forma estranha, tem valores estranhos e agem de modo mais estranho ainda. Só que aos aolhos de todas elas, é Amelie que é estranha, o que a faz se sentir extremamente acuada quando tem de lidar com pessoas normais - ou talvez mesmo outros Garou, pois certamente nem os outros Filhos de Gaia são como as pessoas de sua comunidade.
Coração Mole: Tudo o que é vivo deve ser respeitado (respeitado? amado!). Desde os animais predadores até os formigueiros. Amelie tem uma maldição chamada "compaixão", e se sente comovida com facilidade pelo sofrimento alheio. Não suporta o fato de ser causa de algum sofrimento.
Vegetariana: Vinte e dois anos de vegetarianismo fizeram com que o organismo de Amelie se tornasse incapaz de digerir carne - mesmo carne branca. Ou talvez seja um bloqueio psicológico que a faz se sentir doente porque sabe que está ingerindo algo que tinha uma existência muito parecida com a dela.
Pesadelos: Foi em um pesadelo que ela viu o fim de sua comunidade. É em pesadelos que ela o revê várias, várias vezes. Sempre que esse pesadelo se repete - pesadelo no qual ela infelizmente não consegue ver quem são os assassinos de seus amigos - o dia já começa mal para Amelie, pois ela lembrará que já não tem mais nada na vida.
Ingênua: Ser educada em uma pequena utopia anarquista e vegetariana, livre do conceito de família e isolada da violência do mundo fazem com que ela seja uma presa fácil para as segundas intenções dos outros. Dos outros - porque ela própria não poderia ter segundas intenções.
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Re: [Ficha Aprovada] Amelie Chateaubriand, Parente dos Filhos de Gaia

Mensagem por Nemesis_EX em Ter Jul 21, 2009 7:36 pm

Atributos: 15 pts bonus
Habilidade: 2 pts bonus
Força de Vontade: 2 Pts Bonus

Qualidades:
Gnose 7 Pts Bonus

Defeitos:
Tímida 1 Pt Bonus
Coração Mole 1 Pt Bonus
Vegetariana 1 Pt Bonus
Pesadelos 1 Pt Bonus
Ingênua 1 Pt Bonus


TOTAL DE PONTOS GASTOS: 26 PTS BONUS

TOTAL DE PONTOS DE DIREITO: 26 PTS BONUS

Obs: Os Parentes começam 21 Pts Bonus de distribuição de ficha

Ficha está aprovada essa Obs é para narradores...
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Re: [Ficha Aprovada] Amelie Chateaubriand, Parente dos Filhos de Gaia

Mensagem por Nemesis_EX em Ter Jul 21, 2009 7:40 pm

Obs para jogador: Essa historia está otima foi uma das melhores que já vi está de parabens pode solicitar para entrar em uma das matilhas de jogo...
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