Noites de San Lázaro - Tópico Off

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Noites de San Lázaro - Tópico Off

Mensagem por Akira Toriyama em Sex Jan 01, 2016 12:09 pm

San Lázaro é um pequeno feudo localizado no sudoeste da Espanha, na fronteira entre o Reino de Granada e a Coroa de Castela. Devido às muitas batalhas por território, San Lázaro mudou de lado muitas vezes desde a chegada dos mouros. Estima-se que desde que os mouros chegaram, o feudo mudou de dono por cinco vezes. Atualmente, o território se encontra em disputa, após uma escaramuça que envolveu tropas cristãs, muçulmanas e alguns grupos de bandoleiros que queriam que a região se tornasse uma terra livre para criminosos.

O nome da cidade vem de uma história antiga, datada de antes da invasão árabe. Dizem por aí que um profeta deformado e maltrapilho apareceu exortando a população a prestar culto ao Criador. Os moradores não o levaram a sério e por isso, o profeta rogou uma praga, dizendo que todos sofreriam de feridas até que se arrependessem. Por seis meses, a população sofreu com aquela moléstia, que só foi embora depois que rezaram uma missa a São Lázaro, o padroeiro dos doentes e mendigos. Depois deste incidente, foi erguida uma capela em homenagem ao santo, que mais tarde acabou dando nome à região.

A cidade de San Lázaro cresceu ao redor da capela. É uma cidade relativamente grande, com uma população relaxada e cínica, pouco dedicada aos dogmas da igreja ou com aqueles que controlam a cidade. Devido às muitas mudanças de governo, os moradores aprenderam a se virar sozinhos, pagando seus tributos a quem quer que esteja governando e pouco se importando com os dogmas de obediência e servidão. Isso, inclusive, tornou o povo desinteressado e bastante independente. Algumas superstições normalmente condenadas pela Santa Sé aqui são praticadas mais abertamente e até o padre local está mais interessado em se dar bem com o povo do que em seguir à risca as regras da Igreja. A tão temida Inquisição também parece ter pouco interesse numa região aparentemente tão insignificante.

A produção de vinho aqui é relativamente famosa. Vastas plantações de uva e cana de açúcar se espalham pelas terras em torno da cidade e o que é produzido aqui é vendido tanto para cristãos como para muçulmanos. O café também é cultivado como um fruto da influência árabe, e comercializado com a Coroa de Castela. Fora isso, criação de cabra e cavalos — em especial os alazões árabes — são os negócios mais rentáveis por aqui.

A religião é um aspecto interessante em San Lázaro. Como em muitos outros lugares da Espanha medieval, aqui é permitido que judeus, muçulmanos e cristãos pratiquem sua fé abertamente sem nenhuma preocupação. Em alguns casos, inclusive, os costumes de cada fé chegam a se misturar, formando uma colcha de retalhos única e estranha aos olhos de um estrangeiro. No entanto, esta despreocupação é direcionada apenas a estas três religiões: suspeitos de bruxaria são caçados e queimados como em qualquer outro lugar — mas em terra de ninguém, até mesmo uma curandeira pagã conseguiria passar despercebido caso não desse muito alarde.

Atualmente, a cidade é um antro de mercenários, bandoleiros, ciganos, artistas e fugitivos. Como qualquer cidade de fronteira, é um lugar onde o pior dos dois lados se encontra, dialoga e se mistura. Existem histórias contadas por viajantes sobre a noite na estrada e pelas ruas da cidade. Alguns falam sobre lobos uivando na floresta mais próxima, outros falam sobre um grupo de bruxos que reside em algum canto isolado da região e outros dizem que durante à noite, sombras se esgueiram pelos cantos à procura das almas dos desafortunados que não estiverem protegidos em suas casas. Se estes boatos são verdadeiros ou não, só há um jeito de descobrir.


Última edição por Akira Toriyama em Sex Jan 01, 2016 12:13 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Noites de San Lázaro - Tópico Off

Mensagem por Akira Toriyama em Sex Jan 01, 2016 12:11 pm

Regras de criação de personagem:

Atributos: 7/5/3
Habilidades/ 13/9/5
Antecedentes: 5*
Pontos de Bônus: 15
Defeitos: 7
Clãs: Os treze clãs do livro básico. Giovannis são substituídos por Capadócios e acrescenta-se os Salubri. Linhagens muito raras estão restritas, bem como os Baali. No caso de um personagem Malkaviano, substitua Demência por Dominação.

*Além dos pontos padrões, o personagem começa com 1 ponto gratuito em um dos seguintes antecedentes a sua escolha: Aliados, Contatos ou Mentor. Este antecedente serve para representar o fato de os personagens se conhecerem seja por aliança ou através de um mentor. Os jogadores podem aumentar esta característica normalmente.


AVISOS IMPORTANTES


  • Estou há muito tempo sem narrar vampiro e não tenho mais a mesma familiaridade com o cenário, perdoem eventuais besteiras que surgirão;
  • Nunca narrei Dark Ages, perdoem eventuais besteiras que surgirão;
  • Não sou um grande conhecedor da história da Espanha, então ignorem todas as licenças poéticas que eu porventura use;
  • Não sou um perito nas regras do Storyteller, perdoem eventuais besteiras que surgirão;
  • Não pensem que isso aqui vai ser atualizado semanalmente. Vamos devagar que eu sou noob ainda;
  • Opinem. Opinem muito. Eu gosto de ideias, principalmente as boas;
  • O cenário tem lacunas. Elas são um convite pra vocês preencherem com ideias. Principalmente se forem boas;
  • Só pra lembrar: sou noob. Tenham paciência;
  • Divirtam-se.

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Re: Noites de San Lázaro - Tópico Off

Mensagem por Blodtørstige Warg em Sab Jan 02, 2016 4:53 am

Nome: Duque Alastor de Castela.
Jogador: B. Warg.
Crônica: Noites de San Lazaro.

Natureza: Monstro.
Comportamento: Celebrante.
Clã: Lasombra.

Geração:  7°
Refúgio: Castelo.
Conceito: Nobre.

ATRIBUTOS

Físicos (5)

Força: 3
Destreza: 2
Vigor: 3

Sociais (7)

Carisma: 2
Manipulação: 4
Aparência: 4

Mentais (3)

Percepção: 2
Inteligência: 2
Raciocínio: 2

Especializações: Persuasão (Manipulação), Sexy (Aparência).

HABILIDADES

Talentos (13)

Representação:
Prontidão: 2
Esportes: 1
Briga: 1
Esquiva: 2
Empatia:
Intimidação: 1
Crime:
Liderança: 3
Lábia: 3

Perícias (5)

Empatia c/ Animais:
Arqueirismo: 1+2 (4 pb)
Artesanato:
Etiqueta: 1
Herborismo:
Armas Brancas: 1+2 (4 pb)
Música:
Cavalgar: 1
Furtividade: 1
Sobrevivência:

Conhecimentos (9)

Instrução: 1
Sabedoria Popular: 1
Investigação: 1
Direito:
Linguística: 1 (Espanhol, Latim)
Medicina:
Ocultismo: 3
Política: 1
Ciência:
Senescalia: 1

VANTAGENS

Disciplinas (4)

Dominação: 1
Potência: 1
Tenebrosidade: 2

Antecedentes (5)

Lacaios: 1
Geração: 1+4 (4 pb)
Recursos: 3+2 (2 pb)
Influência: 1+3 (3 pb)
Aliados: 1

Virtudes (7)

Consciência/Convicção: 2
Autocontrole/Instinto: 3
Coragem: 5

OUTRAS CARACTERÍSTICAS

Caminho (do Diabo): 5/5
Força de Vontade: 5/5
Pontos de Sangue:

Combate/Equipamentos:

-Espada de Lâmina Larga (Dificuldade 6, Dano F+4).
-Faca (Dificuldade 5, Dano F+1)
-Armadura Leve (Proteção +1, Destreza -0)
-Roupas caras.

Qualidades/Defeitos:

Ambidestro (1 pb)
Sentido Aguçado (Visão, 1 pb)
Nobreza (3 pb)
Ódio (3 pb, muçulmanos)
Caçado (4 pb)

Aparência:




Prelúdio:
Alastor de Castela nasceu no reino de Castela,  sendo uma das poucas almas sortudas que tiveram a oportunidade de fazer parte da nobreza em uma era em que sobreviver já era considerado um grande feito para a maioria das almas que compunham a plebe.  Como um privilegiado da época, ele teve acesso a uma educação que o possibilitou a aprender latim e teve também aulas de esgrima e arqueirismo. Ele logo aprendeu a desfrutar desses prazeres, sendo autoritário com os empregados das terras de seus pais e arrogante com aqueles que estavam abaixo dele.

Um de seus prazeres era andar a cavalo, uma atividade que fazia muito com sua prima Maria durante as tardes. O menino havia compreendido desde cedo a política mortal o suficiente para entender a influência que o título que herdaria de seu pai causaria entre os homens comuns (um fator que ele aprenderia a explorar muito bem).  Quando não estava praticando latim, esgrima ou arqueirismo ele estava aprendendo noções de administração e finanças para ser digno das terras que seriam sua futura herança, o seu ducado.

Alastor era alguém que gostava de viver bem, e sua riqueza permitia isso. Ele não era diferente de qualquer outro jovem nobre que desfrutava de sua boa sorte.  No entanto havia um vazio dentro dele. Algo que o dizia o quanto tudo aquilo era fútil e sem propósito. Quando tentou pela primeira vez preencher esse vácuo, o resultado foi o nascimento de um sadismo doentio que floresceu em sua adolescência. Ele, junto com sua prima Maria, saiam disfarçados para outros feudos e até mesmo cidades, onde lá seduziam meninas mais novas da plebe com ouro, as atraiam para locais desertos e abusavam delas sexualmente e moralmente, com grande violência. Maria forçava as meninas a se despirem e cuspia nelas, dizendo como elas eram sujas e fedidas por serem da plebe. Maria então pisava nelas para mostrar que era superior e chegava mesmo a urinar nelas, obrigando-as a lamber e ingerir sua urina. Já Alastor as violentava e muitas vezes dava tapas violentos no rosto e nas nádegas, puxando seus cabelos enquanto as violentava por trás, com elas de quatro. Aquilo causava euforia, alegria e adrenalina no jovem que ficava viciado nesses comportamentos violentos.  A onda de violência aumentava a cada “saidinha” deles. As garotas eram submetidas a sufocamentos, queimaduras, cortes e demais humilhações, como limpar a lama das botas de Maria usando a língua. Havia algo notável em Alastor, e essa era sua capacidade de persuadir e enganar, e até mesmo intimidar. Palavras bem usadas permitiam que eles nunca fossem pegos.
Tudo aquilo era excitante, mas com o tempo mesmo o abuso moral e físico causado nos demais não satisfazia essa ânsia de algo mais que Alastor sentia. Ele decidiu por um tempo frequentar a Igreja. Ele nunca teve fé e sempre achou todo o cristianismo uma bobagem, mas ele sabia que a igreja guardava segredos, e foi com a intenção de encontra-los que Alastor fingiu crer nas bobagens do clérigo.  Foi nessa época que ele obteve grande instrução sobre ocultismo, acessando documentos proibidos que ele encontrou e usou uma tática para lê-los sem ser capturado durante a noite.

Alastor começou a desenvolver grande prazer em fazer os demais estudantes a questionar e/ou duvidar dos ensinamentos sagrados. Ele chegou até mesmo a fazer um garoto se rebelar abertamente contra o clérigo. Isso causou um escândalo e Alastor foi expulso. As coisas só não foram piores por causa do poder e influência que seu pai tinha.
Quando Alastor tinha vinte e um anos ele viajou para o reino de Galiza na intenção de aprender com os nobres de outros feudos mais sobre a administração de terras. Seus pais haviam falecido e agora ele era oficialmente o novo Duque. Foi quando ele conheceu Catherina de Galiza, Grã-duquesa do reino. Era a mulher mais linda que ele já havia visto e ele se apaixonou quase que imediatamente por ela. Catherina também se interessou por ele e com o tempo começou a se mostrar tão doente quanto Alastor. Ela ajudava Alastor com o que precisava saber para administrar suas terras, mas também tinha relações sexuais com ele. Ela era ainda mais arrogante que Alastor e gostava de ser adorada, tratada como superior. Isso desencadeou jogos de sadomasoquismo em que Alastor era forçado a adorá-la e beijar os seus pés enquanto era torturado e abusado de forma verbal, psicológica e moral, muito semelhante ao que ele fazia com as meninas plebeias junto com Maria. Claro que para Alastor nada disso era ruim, muito pelo contrário. Sua mente doentia via essas “brincadeiras” como algo excitante, afinal Alastor estava apaixonado.  Depois de sete meses, quando Catherina pode conhecer e “avaliar” Alastor o suficiente, ela afirmou que ela poderia preencher de uma vez por todas o vazio que ele sentia. Ela disse que se assim ele quisesse, ele nunca mais veria a existência como algo frívolo. Alastor então disse “Você já me preencheu com o seu amor, mas eu aceitarei tudo o que desejar me dar”. Foi então que o ocorreu o abraço. Alastor não tinha nem vinte e dois anos quando ele morreu e renasceu como uma besta morta-viva.

Catherina estava certa. Não havia mais nada de fútil ou ignóbil na existência. Ele tinha agora a possibilidade não de viver, mas de existir para sempre. Ele tinha agora a possibilidade de expandir e perpetrar seu poder através das eras, dos anos e dos séculos. Catherina tinha orgulho de sua criança da noite, mas ela sabia que ele precisava a aprender muito para sobreviver aos perigos da noite durante os séculos. Ela não ensinaria apenas a administrar terras e riquezas, mas também o ensinaria a caçar, a sobreviver, a ser um predador e expandir seus poderes como um verdadeiro descendente de Caim. O romance doentio e sadomasoquista continuou entre a vampira e sua cria durante os anos seguintes, enquanto ela o ensinava sobre a ética que o protegia da besta, sobre o clã, sobre a origem, sobre os seus poderes e sobre como sobreviver aos diversos antagonistas que a noite reservava aos descendentes de Caim.

Catherina via Alastor como um grande Lasombra em potencial. Alastor via Catherina com fascínio e obsessão. A progenitora e a cria se amavam de forma pervertida e doentia. Quando  o voto de sangue foi feito entre eles, ambos encaravam de forma maliciosamente divertida o estado de escravidão que o sangue de Catherina causava, enquanto ela praticava os famosos jogos de dominação com Alastor.  Tudo estava bem entre eles até que um perigo se apresentou.  Juan Sevilla não parecia nada além de um mendigo, mas era um mendigo fanático por Deus. Desde o escândalo que Alastor causou na igreja ele estava sendo seguido por Juan. Juan é um homem barbudo e maltrapilho. Ele não faz parte do clero, mas é um verdadeiro fanático. Ele passou a caçar Alastor e Catherina durante os meses seguintes após presenciar ambos se alimentando em uma estrada afastada com o sangue de um viajante incauto (a prova final que Juan precisava). Ele é visto como um mendigo louco e desmiolado pela população, não tendo nenhuma capacidade de causar danos aos Lasombra com influência, porém ele se demonstrou um verdadeiro portador de poder divino nas vezes em que confrontou os cainitas, dando a ambos muito trabalho.

Apesar de Juan ser visto como uma piada pela população e sendo incapaz de reunir uma multidão contra os cainitas, ele começou a ser uma verdadeira pedra no sapato de ambos. Tudo piorou quando Alastor caçou e assassinou brutalmente um muçulmano que estuprou e assassinou sua prima Maria. Apesar de não ser mais um mortal,  Alastor ainda tinha grande estima por ela, uma presença tão constante e agradável durante sua infância. A partir desse momento, Catherina decidiu ensinar sua própria filosofia de “vida” a sua criança, para que ela fosse se desprendendo de seu passado mortal.  Ela levou Alastor temporariamente para um feudo distante chamado San Lazaro, onde poderiam ser deixados em paz ao menos por um tempo. Catherina tinha que continuar a instruir sua criança, e fazer isso sem Juan perseguindo-os era muito mais fácil. Além disso, alguns muçulmanos suspeitavam de Alastor e ela achou melhor sumir de Castela por uns tempos...

Aliados:
(Em construção...)

Lacaios:
Basilio Loredo:


Representante do clero em San Lazaro. Assim que chegou no feudo, Alastor corrompeu sua fé e o transformou em carniçal, quase enlouquecendo-o no processo.   Nada melhor do que ter o próprio poder do clero ao seu dispor.

Aparência de Catherina:


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