40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

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Mensagem por monstroloko em Seg Fev 23, 2015 7:12 pm

regras de postagem:



  1. Tentem postar uma vez por semana ao menos. Único dia proibido será quarta-feira.
  2. Quem deixar de postar duas semanas seguidas vira "NPC temporário". Eu vou tomar ações com seu personagem pra manter a historia fluindo, e não posso garantir a segurança dele... Mas também não farei nada propositalmente suicida.
  3. Se quiser acrescentar algo a seu ultimo post, edite-o. Evite SPAM.
  4. Não role dados ou coloque links para rolagens de dados. Eu rolarei todos os dados.
  5. Coloque todas suas FALAS e #AÇÕES em destaque (facilita muito minha vida). Lembrando que #AÇÕES, são pedidos de rolagem! Então sempre que quiser fazer algo que você ache que precisa de uma rolagem, ou mais, declare como #AÇÃO.
  6. Vocês podem, e devem, usar o sistema de mensagem pessoal. Todo personagem tem uma percepção singular do mundo a sua volta, e eu vou tentar usar isso.




regras de xp:



  1. Gastos de XP serão de acordo com as tabelas postas na pasta do dropbox da aventura.
  2. O ganho de XP será semanal, a cada post meu que vocês responderem. Quem perder postagens, perde XP.
  3. Haverá XP bônus em alguns casos, como quando alguém participar de uma mini-aventura solo, fizer algo significativo dentro do jogo ou ajudar o grupo em algo que exija esforço pessoal (tradução de tabelas).
  4. XP pode ser gasto a qualquer momento, desde que se tenha acumulado o suficiente. Apenas me mande uma PM com os detalhes e eu atualizarei a ficha assim que puder.




Todas as regras acima podem ser discutidas, nada esta escrito em pedra.
Se algo esta ruim, proponha uma alternativa.

Links:






Última edição por monstroloko em Ter Maio 26, 2015 9:23 pm, editado 8 vez(es)




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Seg Fev 23, 2015 7:12 pm

Um resgate, Um preço


Todos vocês de alguma forma vieram parar no Veloz, uma nave relativamente pequena em comparação com outras naves com capacidade de dobra. Essa nave se aproximou de planetas ou estacões espaciais e tentou estabelecer comunicações. Sempre eles perguntam sobre os recursos locais e sobre a presença de outras naves... e sempre há escassez ou mesmo hostilidade como em Lanveseth.

Além de vocês algumas outras pessoas foram resgatadas, e todos ficam juntos em uma parte do dormitório. Como a maioria é de cidadãos comuns, vocês que tem preparo marcial acabam assumindo uma posição especial entre os sobreviventes. Não é exatamente liderança... mas talvez exemplo.

As semanas vão passando (viagens espaciais não são rapidinhas) e aos poucos o compartimento de “passageiros” vai recebendo mais pessoas, embora continue amplamente vazio. Vocês costumam ser chamados para sair apenas durante as travessias de dobra, quando é obrigatória a presença de todos, que não estão de serviço, na capela para rezar.

Com o tempo vocês vão se acostumando aos sons da nave (nunca há um momento de silêncio por aqui), seus muitos estalos, zumbidos e vibrações. A tripulação também ouve esses sons e atribuem grande significância a eles.

********

Durante a tarde de mais um dia de viagem um oficial júnior, provavelmente um tenente ou algo do tipo, entra no dormitório reservado a vocês e fala – Refugiados, preciso de homens para ajudar um time a fazer um ressuprimento. Todos que forem chamados devem me acompanhar.

Tenente e ajudante:

Como vocês são os mais fortes e hábeis dos que foram resgatados, logo o auxiliar passa perto de vocês e os chama, além de mais outros. No total 20 pessoas são selecionadas para o grupo de trabalho.
Durante o caminho até a escotilha lateral resto da tripulação evita olhar ou falar com vocês de forma bem obvia. Ao chegar na escotilha há uma grande janela pela qual vocês veem a estação se aproximando.
estação:

Esta é a  estação de ressuprimento ER-127, ela coleta energia e armazena alguns componentes. – Afirma o oficial – Nos precisamos dessa energia e talvez dos componentes. Vocês ajudarão a mim e meu time a pegar tudo e logo estaremos de volta a nossa viagem para casa. Entendido?




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Akira Toriyama em Sex Mar 06, 2015 2:30 am

Lembrança:

Estava escuro e frio. O Sol se escondia atrás das montanhas ao longe, jogando sobre o mundo uma sombra densa e fria. Naquela hora, que ainda não era dia mas já não era mais noite, tudo ficava meio incerto, meio indefinido. O vento gelado soprava, bagunçando cabelos e esvoaçando roupas.

Jonah mantinha os olhos à frente. Estava numa fileira composta por uns duzentos homens, todos em condições de combate. Alguns eram soldados veteranos, outros estavam no auge de suas capacidades e uns poucos, como ele, eram recrutas vivendo suas primeiras batalhas. Ele, no entanto, não se encaixava em nenhuma daquelas categorias: sentia-se um sortudo, praticamente um sobrevivente. Ainda se lembrava que até dias atrás, era apenas um soldado raso do serviço de intendência cujo dever era cuidar do estoque de comida do quartel.

Diante deles, alguns homens de vermelho. A desgraça acontecera semanas atrás, deixando aquela área completamente devastada. Os orks não tiveram piedade; mataram tudo que encontravam pela frente. Jonah ainda tinha imagens da carnificina que presenciara. Lá no fundo, culpava-se por ter sobrevivido. Talvez não compartilhasse da mesma sorte dos companheiros que morreram. Mas lá estava ele, aceitando a oferta de se tornar muito mais do que um simples soldado que sobrevivera à desgraça. Pelo menos, era o que os homens de vermelho diziam.

— A partir daqui, a vida de vocês acaba. — disse um homem à frente deles. Não vestia vermelho, porque não era um sacerdote; era um soldado acompanhado de mais alguns que chegaram com ele e os sacerdotes de vermelho. Tinha pele escura e a cabeça raspada, e apesar do uniforme militar, mantinha um cavanhaque que cobria todo o queixo. Era pouco mais baixo que todos os homens que o acompanhavam, mas tinha um ar de ferocidade que era capaz de intimidar qualquer um. — Deixem para trás tudo que foram até agora. A partir de agora, vocês são meus. Não são nada, mas com sorte, poderão se tornar boas ferramentas para ganharmos esta guerra. Os que não suportarem poderão ir embora. Os demais vão ter a oportunidade e transcender todos os limites.

O jovem respirou fundo, sentiu o vento gelar suas orelhas.

— Vocês sobreviveram à uma guerra que destruiu boa parte do que vocês chamam de casa. — continuou o sargento. — E talvez saibam mais do que qualquer um que homens comuns não serão capazes de vencer esta guerra sozinhos. Por isso, daremos a vocês a chance de ultrapassarem seus limites. Iremos treina-los para que possam suportar esta transformação. E aqueles que forem merecedores farão parte da força de elite que vai chutar a bunda dos orks daqui. Serão parte do que há de melhor neste exército, e por isso, só aceitarei os melhores entre os meus.

Novamente, apenas o silêncio como resposta. Embora fossem todos soldados já treinados, havia ali o medo do desconhecido. Entre aqueles duzentos, havia praças e oficiais, todos misturados como se fossem um bando de recrutas que tinham acabado de se alistar. O sargento Odgar e seus homens os faziam sentir-se novatos que não faziam ideia do que era a guerra.

— Hoje, começa a jornada que fará de vocês aqueles que vencerão esta guerra. Alguns a terminarão, outros não. Vocês vieram por sua própria vontade, e estão livres para partir quando quiserem. Aqueles que estiverem com medo podem se retirar. Os demais começarão a correr.

Jonah não pensou duas vezes. Saiu correndo, sentindo os membros doerem de frio e do tempo que estivera na mesma posição. O vento soprava, congelando a garganta e as narinas. Ao longe, o Sol já começava a aparecer por detrás das montanhas. E os homens corriam, como se suas vidas dependessem disso
.

***

Como se acordasse de um sonho, Jonah despertou. Desde que acordara naquela nave, completamente alheio ao que acontecia nos últimos tempos, as lembras às vezes apareciam em sua cabeça sem avisar quando viam e indo embora como se nunca tivessem chegado. Às vezes, interrompiam conversas, deixavam tarefas inacabadas e o deixavam quase que desligado do mundo, mergulhado em alguma lembrança aleatória que o confundia mais do que o ajudava a resolver o imenso quebra-cabeças que era seu passado esquecido.

Fazia algumas semanas desde que os homens do Veloz tinham-no encontrado numa cápsula criogênica sem saber de onde viera e como fora parar ali. Nem ele mesmo sabia explicar, quando perguntaram-lhe. Obviamente, sua chegada não fora bem recebida na nave: a maioria das pessoas o evitava e o olhava com desconfiança e apreensão. Jonah não se importava, simplesmente seguia a vida da melhor forma possível, quase nunca iniciando conversas ou estabelecendo qualquer contato com os demais. Sentia-se estranhamente deslocado naquele ambiente — a ausência de confrontos, missões e constantes treinamentos o deixava entediado como uma máquina esperando para ser ligada. Passava horas na mesma posição, às vezes sentado em alguma cadeira, às vezes de pé diante de alguma janela e às vezes simplesmente jogado sobre sua cama. Comia pouco e passava horas sem água. Os tripulantes estranhavam, mas não perguntavam; apenas se afastavam, alargando um pouco mais o abismo entre ele e o resto do mundo.

Aquele dia seria mais um se um dos oficiais não tivesse entrado no dormitório com seu ajudante e selecionado alguns para uma tarefa. Jonah estava entre eles, e em sua mente, uma espécie de dispositivo despertou: havia uma missão a ser cumprida. Seu corpo e mente pareciam sair de um torpor para entrar em plena atividade, preparando-se para o pior. Sensações de uma convocação para a guerra pipocaram em sua mente, mas aquilo fora em outra vida. Agora, era apenas lembrança.

Esta é a estação de ressuprimento ER-127 — falou o oficial, mostrando uma estação do outro lado da janela. —, ela coleta energia e armazena alguns componentes. Precisamos da energia e, talvez, de alguns dos componentes. Vocês ajudarão a mim e ao meu time a pegar tudo e logo estaremos de volta à nossa viagem para casa. Entendido?

Ele sacudiu a cabeça, em sinal de entendimento. Levantou a mão. Quando lhe foi permitido falar, fez a pergunta:

Senhor, existe a possibilidade de encontrarmos elementos hostis? — indagou, com um vocabulário que não sabia onde tinha aprendido.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Blodtørstige Warg em Sex Mar 06, 2015 9:08 am

Adrathorn Cogan :

Adrathorn olhava impassível pela janela, com sua feição carrancuda de sempre. Sua vista se perdia nas milhares de estrelas que apareciam e logo iam sumindo no cosmos. Pequenas explosões graciosas que enfeitavam o éter negro do espaço e do infinito... Era sem dúvida algo mais místico do que científico, de fato. É engraçado como as coisas parecem bem mais interessantes na vida se deixarmos de lado o nosso ceticismo e nossa arrogância, crendo que tudo pode ser explicado com uma equação. Talvez o que impulsionava tal reflexão fosse o barulho constante do motor da nave que se acentuava na audição de Cogan naquele canto mais próximo da sala das máquinas, onde poucos iam. Era um lugar bom para ficar longe das pessoas, mas aquele barulho constante, similar a ondas eletromagnéticas começou a aborrecer o ex-militar, e ele logo se pôs a caminhar para longe dali.

Mais e mais pessoas chegavam. O humor de Cogan estava péssimo naquele dia. "Então Lanveseth está se espalhando e tornando tudo uma latrina", pensou ele. Logo a imagem dos sacerdotes vieram a mente e o seu sangue ferveu.

-- É culpa desses malditos... Eu preciso fazer algo para impedi-los, e cedo ou tarde, eles vão me pagar.

Desde que abandonou o planeta natal, Cogan não teve muita sorte. Estava sozinho, sem um plano, e a sua nave roubada não durou muito. Foi sorte ter sido resgatado pela Veloz quando teve que fazer um pouso forçado naquele planeta desconhecido. Bem, os dormitórios da nave não eram um lugar exatamente bom. Na verdade, a nave em si não era, mas era melhor do que vagar a esmo em algum planeta e acabar morto e sozinho, sem nenhuma esperança.

Cogan retorna ao dormitório. Por algum motivo, as pessoas ali pareciam ter receio dele, mas ele não se importava. Apenas seguia sem olhar na cara de ninguém. Ele estava entediado, ansiando por notícias, quando o tenente júnior entra no dormitório.

-- Refugiados, preciso de homens para ajudar um time a fazer um ressuprimento. Todos que forem chamados devem me acompanhar.

Cogan ainda se esforçava para se habituar a isso. Sua antiga patente ainda ecoava em seu orgulho, e ele detestava ser chamado assim, como se fosse um recruta qualquer.  O ex-militar fora convocado junto com mais dezenove pessoas, supostamente os melhores dentre os acolhidos que normalmente eram encarregados de serviços especiais. O grupo foi guiado até a escotilha onde, através de uma grande janela, era possível ver uma estação.

– Esta é a  estação de ressuprimento ER-127, ela coleta energia e armazena alguns componentes. – Afirma o oficial – Nos precisamos dessa energia e talvez dos componentes. Vocês ajudarão a mim e meu time a pegar tudo e logo estaremos de volta a nossa viagem para casa. Entendido?
Um dos jovens então levanta a mão e pede permissão para falar. O tenente concede e então o jovem pergunta:

— Senhor, existe a possibilidade de encontrarmos elementos hostis? — indagou, com um vocabulário que não sabia onde tinha aprendido.

Cogan percebeu que era o estranho jovem que todos comentavam, e assim como ele, era evitado pelos demais. O boato era que o jovem havia sido resgatado de uma crioprisão com alguma espécie de aminésia, mas Cogan nunca chegou a conversar com ele, então não há como saber se isso é, de fato, verdade.

-- Certamente que terá, julgando pela porcaria que toda essa galáxia está se tornando -- disse o ex-militar, em um tom ranzinza e duro -- No entanto, não importa. Se tivermos de fazer, que seja feito logo. Se houver perigo, lutamos e acabamos com ele. Se morrermos... bem, não vamos perder grande coisa, não é? Afinal, em uma merda de situação dessas, quanto vale as nossas vidas?

Cogan então se calou e começou a se preparar para a nova tarefa.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Sex Mar 13, 2015 11:33 pm

O oficial olha para Jonah virando somente o pescoço e responde – Sempre há a possibilidade, conscrito. Essas estações são difíceis de encontrar, mas não costumam possuir muitas defesas. Então sempre existe a chance de algo estar esperando por nos. - Ele se vira para o resto dos conscritos – Porém o maior perigo que iremos enfrentar são os acidentes. Muitos tripulantes morrem por não saber seguir ordens, por serem descuidados ou por levar um tiro de um companheiro assustado.

Ele então olha para vocês com um expressão severa e fala com ar de finalidade – a punição por atirar por engano em outro tripulante é a morte. Usem suas armas apenas se puderem justificar isso depois.

O comentário de Cogan é falado ao mesmo tempo que o oficial fala, mas devido a ele estar mais ao fundo do grupo ele só é ouvido por outros refugiados, agora conscritos. Assim que Cogan termina de falar e recebe alguns olhares alarmados, mas ele esta muito auto absorvido para perceber.

O tempo passa com vocês observando a estação ir lentamente crescendo na janela...

***


Um alarme começa a tocar pela nave, evidentemente algum tipo de alerta, e vocês são instruídos a se segurar em barras laterais de segurança. Logo depois um grande impacto pode ser sentido, o chão vibrando, caixas sacudindo e escapando de suas amarras, e homens que se seguraram mal caindo ao chão. Um homem do grupo de vocês caiu de mal jeito e tem dificuldade de se levantar. Dois outros homens o ajudam a ficar de pé, e uma marca roxa rapidamente se forma na lateral de seu rosto. Uma voz mecânica e sem emoção soa nos alto-falantes – Atracagem completa, time de recolhimento liberado para iniciar abordagem. -

A escotilha na frente de vocês se abre e revela um grande túnel. O túnel é metálico e brilhante, muito limpo e sem adornos além de uma unica aquila[águia] imperial em cada parede lateral. Com uns 100 metros de comprimento e 10 de largura ele consegue aliviar um pouco a sensação de claustrofobia que alguns de vocês sentiam depois de tanto tempo presos dentro da nave. O ar muda instantaneamente se tornando frio e seco, e um cheiro difícil de reconhecer, semelhante a algo velho e muito mofado, toma o ambiente.

Os veteranos do time de recolhimento correm para o outro lado da câmara onde vocês estão assim que a escotilha começa a abrir,  eles pegão um grande tubo no chão. Eles erguem o tubo e começam a lentamente andar para frente. O ajudante de oficial se vira para vocês – Ajudem a esticar a mangueira- Vocês conseguem ver que há muitas palavras escritas na mangueira, porém quase todas ilegíveis devido a sujeira e desgaste, a única legível é “plasma”.

A mangueira tem quase um metro de diâmetro, é grossa ao ponto de parecer que não vai conduzir nada e pesa ainda mais do que isso tudo já pareceria indicar. Puxar esse monstro pelo corredor que leva à estação é uma tarefa lenta, cansativa e dolorosa. A grossa cobertura de sujeira e óleo é muito aderente, e não prejudica o trabalho de vocês... embora vocês fiquem quase que grudados nela quando tentam mudar de posição ou mesmo deslizar mais à frente ou pra trás do grupo. O cheiro da sujeira é oleoso e lembra graxa velha.

Quando o fim do corredor finalmente chega, fica visível por cima dos ombros de companheiros a frente uma enorme porta de metal marcada por anos de exposição aos desgastes do vácuo.

Spoiler:


Ao lado da porta ha um terminal de cogitação [terminal de computador] em que o oficial começa a mexer. Um silencio quase sepulcral reina enquanto o oficial tenta abrir a porta, apenas pequenos grunhidos dos tripulantes e conscritos que tem de segurar a mangueira sem deixa-la tocar no chão são ouvidos. Mesmo os motores do Veloz se tornam mais difíceis de ouvir agora que vocês saíram da nave. Os tripulantes vão ficando mais tensos conforme o tempo passa... eles não falam mas se mexem mais e começam a exibir tiques nervosos e lançar olhares furtivos em todas direções.

Na quinta tentativa, após uma série de palavras que vocês não entendem e muitos gestos a imensa porta começa a subir. Todos respiram aliviados e logo a coluna de homens recomeça a andar. Conforme a águia imperial sobe junto com a porta uma nova voz mecânica soa, vindo de dentro da estação, e -ela fala em uma língua misteriosa que vocês não entendem, possivelmente a mesma que o oficial falava no terminal.

http://codewelt.com/project/speak/speak1426287408457.mp3

As luzes do outro lado a porta de contenção tentam acender, piscam e falham. A coluna hesita, mas sob comando do oficial avança escuridão a dentro, contando apenas com lanternas pessoais que servem mais pra ofuscar do que pra iluminar. Após alguns acidentes em que alguns tripulantes e conscritos se machucam o grupo chega a uma zona mais iluminada e vocês vêem uma grande câmara metálica dominada por um bocal de cobre e bronze esculpido na boca de um cranio. Não ha mais nada digno de nota no salão, além de portas seladas e tuneis mais apertados levando a escuridão e novos cômodos dentro da estação. Assim que vocês chegam começa o processo de conectar a enorme mangueira no bocal metálico . Vocês continuam a manter a mangueira em posição enquanto outros manipulam o bocal e a ponta da mangueira.



Um homem com roupas suja de um tripulante se aproxima de vocês, ele usa uma jaqueta com um nome escrito bem acima do coração “Walton Kyner” – já tem gente demais conectando esse cabo, vocês dois venham comigo. Nós vamos precisar de mais gente aqui pra carregar essas caixas. - Ele acena pra que vocês o sigam e começa a seguir por um duto lateral mais apertado por onde vocês viram alguns tripulantes entrarem agora pouco.




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Blodtørstige Warg em Qua Mar 18, 2015 9:54 pm

Cogan nada disse. Apenas ouvia o oficial falar para todos. Embora para o ex-militar aquilo tudo soasse como “papo para recrutas”, ele nada disse, tampouco esboçou alguma reação provocativa. Apenas manteve a sua carranca.  Ele então contempla a estação crescendo em tamanho e detalhes sobre a janela, mas continua sem expressar reação nenhuma.

Levou apenas alguns instantes para que o alarme de atracagem começasse a tocar. Cogan se segurou nas barras, mas nem todos fizeram o mesmo. Algumas pessoas caíram no chão, e um homem chegou a escoriar a cara, tendo que ser ajudado por outros dois, para conseguir se levantar.

-- Isso não vai dar certo... – diz Cogan, balançando negativamente a cabeça.

– Atracagem completa, time de recolhimento liberado para iniciar abordagem. -

O chão tremeu conforme a voz mecânica e inexpressiva dava o aviso. Em seguida a escotilha começa se abrir, e embora a sensação de claustrofobia diminuísse revelando o grande túnel e o ar gelado fosse bem vindo, o cheiro de mofo e estagnação era incômodo.

-- Ajudem a esticar a mangueira – dizia o ajudante de oficial.

Cogan e os demais conduziram com dificuldade uma comprida e pesada mangueira suja e oleosa que parecia feder a graxa velha através do túnel revelado pela escotilha. Era gasta e antiga, e a única palavra que ainda podia ser lida nela era “plasma”. O grupo se movia com dificuldade levando “a serpente” que estava tão suja e grudenta que piorava ainda mais a situação. A caminhada cansativa foi finalmente interrompida quando uma antiga porta apareceu ao fim do corredor. Cogan soltou a mangueira por um instante, suspirou e contemplou a porta em silêncio, exibindo um semblante agora um pouco mais admirado.

O oficial começa a mexer no console, digitando uma espécie de código para abrir a porta. Um silêncio quase absoluto é feito nesse momento. Os motores da Veloz estavam agora distantes e tudo o que se ouvia eram resmungos e grunhidos de quem estava segurando a mangueira. O oficial havia demorado um pouco para abrir a porta (aparentemente estava tentando vários códigos), e isso inquietou os condutores da mangueira. Embora não diziam nada, começavam a olhar para os lados demonstrando alguma neurose, expondo também alguns tiques e cacoetes que os afligiam quando estavam amedrontados.

-- Pelas minhas barbas, sejam homens! – pensou Cogan, enquanto encarava os demais com reprovação.

Na quinta tentativa uma voz misteriosa e mecânica diz algo incompreensível, e a porta começa a se mexer. Todos começam a se aliviar. Cogan volta a erguer a mangueira com os demais, retomando a caminhada. O Ex-militar assovia baixinho alguma canção, despreocupado, enquanto conduz a mangueira com os demais tripulantes. Ele continua a assoviar mesmo quando as luzes tentam acender, piscam e falham, o que faz o resto dos condutores vacilar, sendo novamente impulsionados pelo oficial que acende uma lanterna.

-- Vocês ouviram o oficial, meus jovens. Vamos lá... – e volta a assoviar baixinho.

Na próxima sala não há nada de especial, além de um crânio que adorna o local de conexão da mangueira, que sai da sua boca. Cogan mantem a mangueira enquanto outros começam a encaixá-la na boca do crânio. O ex-militar ainda assoviava quando um tripulante com uma jaqueta suja levando o nome Walton Kyner aparece próximo a Cogan.

– já tem gente demais conectando esse cabo, vocês dois venham comigo. Nós vamos precisar de mais gente aqui pra carregar essas caixas. – dizia ele.

Cogan e o rapaz Jonah seguem Walton até um duto lateral, mais apertado, por onde alguns tripulantes entraram a pouco.

-- Certo, senhor... Kyner – dizia Cogan lendo com dificuldade o nome na jaqueta – vamos carregar essas caixas... – o tom de Cogan era levemente sarcástico, pois o ex-general desconfiava que esse não era o propósito real de terem sido chamados ali.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Akira Toriyama em Qui Mar 19, 2015 2:11 pm

Segundo o oficial, havia grande possibilidade de encontrar elementos hostis. Jonah preparou-se para o pior, mas em sua mente, uma espécie de dispositivo ligou. Seus instintos de batalha ficaram mais aguçados, enquanto lampejos de memória de batalhas passadas passavam em sua cabeça.

Senhor, se vamos encontrar hostis em nosso caminho, precisarei de uma arma. Qualquer uma. — disse, quase que automaticamente. Sabia que não iria atirar em nenhum companheiro, porque fora treinado para que erros daquele tipo não acontecessem. Não era um civil que nunca tinha usado uma arma na vida: era uma arma em forma de gente, uma máquina de guerra capaz das maiores atrocidades possíveis. Iria cumprir seu papel da melhor forma possível.
***

O alarme soou, anunciando a chegada à estação. Logo depois, uma voz metálica e sem emoção avisou a todos que o time de recolhimento estava liberado para iniciar a abordagem. Jonah ainda não tinha visto um momento daquele, mas tudo aquilo lhe parecia muito familiar. Em algum canto obscuro de sua memória perdida, cenas de abordagens em naves orks pipocavam, mas rápidas demais para distinguir o que era real e o que não era.

Jonah uniu-se a outros conscritos para ajudar a segurar a mangueira e estica-la no corredor entre a nave e a estação; uma tarefa lenta e dolorosa, que se tornava um pouco mais incômoda com o óleo que estava sobre o objeto. Aquela graxa, aderente e de cheiro forte, grudava no corpo e tornava o movimento ainda mais difícil. À sua frente, um homem de aparência madura e fala rabugenta resmungava algumas coisas, sempre num tom mal humorado de quem quer voltar logo para a cama.

Depois de um tempo, estavam finalmente em frente a porta com o símbolo imperial. O oficial tentou abrir a porta algumas vezes, mas parecia que não estava conseguindo. Depois de algumas tentativas, a imensa porta se abriu, permitindo a entrada de todos. A coluna caminhou para dentro da estação, com alguns conscritos tropeçando ou trombando em caixas espalhadas por ali. A escuridão era densa e as lanternas pessoais não ajudavam muito.

Uma câmara metálica de bronze e cobre esculpida na forma de um crânio chamou a atenção de Jonah. Lá na frente, na ponta da mangueira, os tripulantes começaram a encaixa-la no bocal enquanto os demais a mantinham esticada. O velho à frente dele assoviava uma música qualquer que o jovem não reconheceu.

Um tripulante de roupas sujas se aproximou dos dois. A identificação no peito da jaqueta dizia que seu nome era Walton Kyner e ele parecia estar ajudando em outra área.

Já tem gente demais nesse cabo. — disse, e apontou para o outro lado. — Vocês dois me ajudem a carregar aquelas caixas.

Jonah aquiesceu e o seguiu para um duto lateral pouco mais apertado. Até agora, a operação parecia estar sem problema algum. Porém, as palavras do oficial não podiam ser esquecidas, e talvez caixas não fossem a única coisa a serem encontradas ali.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Qua Mar 25, 2015 6:55 pm

***Antes, Dentro do Veloz***


O oficial ouve o pedido de Jonah e faz um gesto para seu ajudante. O ajudante se aproxima de Jonah e estende para ele a coronha de uma arma enquanto fala – Você parece que sabe usar uma arma. Não faça bobagens. - ele lhe olha nos olhos com frieza enquanto fala a ultima parte.

Jonah não lembra seu próprio sobrenome, onde nasceu e a maior parte dos detalhes sobre sua família, mas assim que ele toca na arma ele a reconhece: uma escopeta naval. Arma feita para disparar munição feita por um aglomerado de balotes de metal. Apos efetuado o disparo os balotes se espalham formando um spray que cobre uma pequena área. Com isso essa arma tem pouca utilidade contra alvos blindados ou distantes, porém é muito fácil acertar alvos próximos ou a media distância. O dano é alto e o impacto é forte. Arma ideal para não destruir uma nave ao se lutar dentro dela.

Escopeta naval:

Jonah toma a escopeta da mão do ajudante, e nota a identificação em seu peito: “Sargento Rae”.

[OFF] Akira, sua ficha foi atualizada

***Depois, dentro da estação***


Um barulho novo surge na estação bem antes de vocês entrarem no túnel lateral seguindo Walton, o som de motores hidráulicos funcionando e de fluidos misturados com ar correndo dentro de canos enormes. Na mesma hora a mangueira começa a se sacudir, e os homens tentam segurá-la no local.

Vocês podem notar que algo começa a vazar pelas laterais da “boca” do cranio. Um fluido verde e pegajoso, aparentemente algum tipo de óleo ou lubrificante... nada suficiente para atrapalhar a operação, ainda.

Além de vocês, outros pequenos grupos estão se destacando do grupamento principal e estão indo cumprir outras tarefas na estação. Um grupo segue por outros corredores laterais similares ao que Walton entrou, porém do outro lado da câmara, outro grupo desce por um duto apertado com uma pequena escada de mão no centro.

O se virarem e seguirem pelo corredor vocês passam pelo espaço estreito, repleto de canos e com uma água azulada caindo do teto. Suas roupas se mancham um bocado, e o cheiro é desagradável. Vocês lembram que muitas pessoas ficam felizes nesse momento por não estarem no destacamento da lavanderia...

Ao final do corredor vocês chegam em um amplo espaço de armazenamento

Spoiler:

Walton e outro homem se abaixam e pegam cada um um lado de uma caixa de um tipo estranho de madeira se preparam para seguir pelo corredor. Andes de entrar ele fala – Peguem as caixas no chão ao final do corredor a esquerda.-

Ao olhar para a esquerda vocês podem ver um espaço escuro delimitado pelos lados por pilhas enormes de caixas antigas cobertas de palavras em alguma língua estranha. Uns 30 metros corredor a dentro vocês veem as silhuetas das caixas separadas ao chão e ao longe o som de outras equipes trabalhando.

Fica obvio que eles preferiram trabalhar o máximo possível com as caixas próximas da luz e deixaram pra vocês o trabalho mais próximo das partes escuras...




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Akira Toriyama em Sex Mar 27, 2015 4:13 pm

O lugar era escuro, quieto e cheio de caixas. Jonah mantinha-se atento, segurando firme no cabo da escopeta. Já tinha usado aquela arma, mas não sabia em que ocasião. Na verdade, já tinha usado muitas armas, mas nunca se lembrava onde, quando e como. Apenas sentia uma imensa familiaridade com equipamentos do tipo, como se fossem uma extensão de seu corpo.

Walton Kyner ordenou que carregassem as caixas que estavam mais a fundo. O jovem soldado olhou para o velho ao seu lado e se perguntou se ele conseguiria carregar peso. Sem falar nada, adiantou-se, escopeta em punho, para ficar pronto no caso de encontrarem algum hostil. Levando em conta a idade daquele homem, talvez sua visão não fosse tão boa. Como era bem mais novo, talvez com idade para ser seu filho, Jonah preferiu ir na frente (Jonah não tem mais do que 25 anos. Talvez nem isso).

OFF:
Ivan, quero teste de Percepção pra descobrir se tem alguma coisa no escuro.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Blodtørstige Warg em Qua Abr 01, 2015 12:38 pm

Fiquei quieto olhando a cena que se desenrolava. Uma escopeta? Por que armar o rapaz em um lugar como esse? É apenas um armazém... Claro que tem algo a mais que optaram por não nos contar.

-- Não se preocupe comigo, rapaz. Mas esteja certo de que não foi à toa que te deram essa arma. E também não é à toa que estão nos mandando para a parte mais escura do depósito... -- respondi, quando o jovem perguntou-me se eu conseguiria carregar o peso.

O jovem foi na frente e eu o segui. Joguei um último olhar carrancudo para os que trabalhavam na parte mais iluminada, como se quisesse dizer "Eu sei o que estão tramando".

-- Recursos uma hora acabam ou são tomados totalmente pelo inimigo. Ficar agindo como um albergue galático que simplesmente recolhe sobreviventes não é a melhor das táticas. Se não combatermos logo quem está fazendo isso, vamos nos dar mal. Enquanto o inimigo cresce em número e poder, estamos aqui carregando caixas e ajudando a alimentar pessoas assustadas que sequer sabem como segurar uma pistola. Blargh! Nunca pensei que depois de quase cinquenta anos como general eu iria presenciar algo tão decadente. Nós deveríamos... -- e então resolvi me calar. Embora soubesse que meus resmungos só tinham iniciado depois que nos afastamos o suficiente do outro e eu falasse em voz baixa, não sabia ainda se podia confiar no rapaz para dizer tal coisa.

-- Bem. Cá estamos... Vamos começar. Fique atento, rapaz. É você que está com a arma.

OFF: Também quero teste de percepção.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Qui Abr 16, 2015 1:51 am

Ambos os homens entram na escuridão em direção as caixas indicadas por Walton. Jonah vai na frente, de escopeta em punho e olhos atentos para qualquer problema enquanto Adraton segue atrás. Eles chegam até as caixas sem problemas e rapidamente identificam as que devem carregar.

O trabalho se inicia sem surpresas, as caixas marcadas sendo retiradas do armazém e sendo levadas até a entrada da estação. Ambos os soldados estando muito atentos, eles ouvem as conversas dos tripulantes dizendo que essas caixas contem antigos suprimentos de reparo de naves espaciais. Há um bocado de ansiedade entre eles, pois dizem que dá muito azar retirar suprimentos de uma estação sem deixar nada em troca...

Desde a primeira viagem carregando material ambos os soldados ouviam os sons das outras equipes trabalhando no armazém. Porém a partir da quinta viagem era perceptível a diminuição dos barulhos feitos pelas outras equipes. Em mais uma viagem carregando um novo fardo os soldados ouvem um oficial júnior falando que muitas equipes estão atrasando, e vai investigar. Na sétima viagem Jonah e Adraton passam pelos estreitos corredores da estação rumo a mais um carregamento, ambos ensopados de suor e dos fluidos que pingam dos dutos no teto dos corredores, e chegam na entrada da área de armazenamento.

Spoiler:
Jonah Roll(1d100) = 21 [percepção[35] + prontidão[10]+0 =45] três níveis de sucesso.
Adraton Roll(1d100) = 24 [percepção[38] + prontidão[0] +0=38] dois níveis de sucesso.


A estranha voz robótica da estação ainda está repetindo seu aviso indecifrável em um loop infinito que anestesia audição de todos os homens desatentos. Porém ambos os soldados estão mais acostumados que a média a se manter atentos mesmo em ambientes entediantes e cansativos. Ambos percebem que os sons de trabalho pararam e ouvem o som de passadas rápidas.

Logo após saírem do estreito túnel de acesso um os soldados notam dois corpos caídos no chão, e o oficial júnior visto uma hora antes está correndo na direção de vocês, embora olhando pra trás por sobre o próprio ombro. Entre vocês e o oficial distraído vocês notam movimento nas sombras na lateral do corredor, entre os canos...


OFF: voces dois tem as armas descritas em suas fichas.




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Blodtørstige Warg em Sex Abr 17, 2015 7:09 pm

Começava a trabalhar no transporte das caixas. Nada falava, mas me mantinha atento a tudo o que ouvia. Ouvia a conversa daqueles homens que tremiam feitos frangos enquanto falavam, e pensei "Por mim, nós deixaríamos muitas coisas em troca...". Foi um pensamento que mantive para mim, é claro, mas entre o vai e vem, o leva e traz das caixas, quando a fadiga começava a se manifestar, assim como o suor e o mau cheiro provocado pelo mesmo, notei que tudo ia ficando mais silencioso do que de costume. Menos movimentos, menos passos, menos pessoas conversando.

-- Você notou também, rapaz? Notou o que os seus ouvidos agora captam? Algo está errado aqui.

Era mais um retorno ao armazém, e agora tudo estava quieto completamente, com exceção daquela maldita voz robótica que estava me dando nos nervos. Na verdade se nota agora passadas rápidas, que certamente não são dos trabalhadores. Após cruzarmos o corredor estreito, somos surpreendidos por dois corpos caídos no chão, e o oficial júnior correndo esbaforido em nossa direção, olhando por cima dos ombros, como se algo diabólico o perseguisse. Talvez assim fosse, pois algo se mexia próximo aos canos; algo que parecia ser muito rápido.

-- Então, "senhor" -- digo em um tom irônico e ao mesmo tempo furioso -- tem algo que deseja nos falar? Talvez o motivo de você estar tremendo?

Antes mesmo que ele pudesse dizer algo, saco minha espada e me volto para os canos, fazendo um sinal com a cabeça para Jonah.

-- Se prepare, rapaz. Estão nos emboscando.  
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Qui Abr 23, 2015 3:27 pm

O oficial não parece prestar muita atenção nas palavras de Adratorn, e continua correndo na direção de vocês, até que um homem sai do meio dos canos e crava um machado de incêndio no braço esquerdo do oficial.

O machado se crava no braço e o oficial cai no chão, aparentemente desmaiando. Assim que o oficial cai o homem apoia o pé em seu ombro e faz força para desalojar o machado de sua carne. O machado é liberado e um volumoso jato de sangue atinge a cara do sujeito, que olha para os dois soldados e sorri.

Spoiler:
Homem desconhecido, dano: Roll(1d10+2) = 7+2 = 9

Homem desconhecido – Que bom que eu achei vocês!

Ele está a uns 5 metros de distância e começa a se aproximar lentamente, segurando com ambas as mãos o machado, sorrindo e olhando vocês nos olhos. Atrás dele vocês ouvem mais passos se aproximando e o oficial respirando com dificuldade...

mapa:



Off: vejam o topido off antes de responder.




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Akira Toriyama em Dom Abr 26, 2015 12:12 am

Jonah carregou as caixas por um bom tempo. O homem que o ajudava às vezes resmungava alguma coisa, mas ele pouco se importava. No fundo, mal conseguia prestar atenção. Estava mais focado no ambiente e na possibilidade de acontecer alguma coisa. Estava esperando pelo pior, porque era a única coisa que sabia fazer.

O senhor serviu em alguma unidade do império? — perguntou, na primeira oportunidade. Estava claro que Adratorn era militar, se levasse em conta sua postura e a maneira como lidava com os outros, sempre com a aura de quem está acostumado a dar ordens. Jonah conhecia homens como aquele, embora tivesse sido apenas um sargento.

Então, uma voz mecânica do alarme começou a falar alguma coisa que nenhum deles entendeu. O velho o encarou com a expressão curiosa, enquanto o som de atividade dentro da estação estava cada vez menor.

Notou isso? — foi a pergunta. O soldado apenas assentiu e levantou o cabo da escopeta. Fez um gesto indicando que ia averiguar.

De repente, o oficial apareceu. Estava correndo e olhando para trás, aparentemente preocupado. O jovem estranhou e novamente apertou o cabo da arma. E no segundo seguinte, o oficial estava no chão, com um machado cravado em seu braço e um estranho que o golpeara do nada. Automaticamente, Jonah ergueu a arma e apontou para ele.

Que bom que achei vocês! — falou o estranho, se aproximando. O soldado continuou com a arma apontada. Não havia tempo para hesitação e sua mente já estava trabalhando a toda velocidade. Enquanto o estranho ainda se movia, Jonah desceu a mira para suas pernas e atirou. Precisava proteger o velho e impedir que o oficial morresse de hemorragia, mas também precisava de informações. O estranho serviria bem, por enquanto.

OFF:
Teste de Tiro, pra acertar uma das pernas do sujeito. Jonah quer informações, não matar.

Caso o tiro seja bem sucedido:
Jonah correu para perto do estranho e tirou seu machado de suas mãos. Entregou-o para Adratorn, esperando que ele soubesse usar um daqueles.

Mantenha isso por perto. — recomendou, depois se abaixou. — Estanque o ferimento do tenente. Eu vou arrancar algumas coisas dele.

Com força, ele apertou o ferimento do homem, alargando sua ferida. Olhou nos olhos do ferido com uma tranquilidade fria, como se aquilo não fosse nada.

Não vou perder tempo com bobagens. Diga quem são vocês, quantos são e o que fazem aqui.

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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Blodtørstige Warg em Seg Abr 27, 2015 10:48 pm

Spoiler:
— O senhor serviu em alguma unidade do império? — perguntou, na primeira oportunidade. Estava claro que Adratorn era militar, se levasse em conta sua postura e a maneira como lidava com os outros, sempre com a aura de quem está acostumado a dar ordens. Jonah conhecia homens como aquele, embora tivesse sido apenas um sargento.

— A minha vida toda. — o tom não era de pompa, mas sim de melancolia, como se eu me perdesse em uma lembrança boa demais para acreditar que ela era agora apenas passado — Eu era general do Império, até ele ser corrompido e deixar de ser decente, e seus soldados se transformarem em marionetes de um culto maldito. — Me calei repentinamente, como se não pudesse suportar falar mais sobre o assunto.

---------------------------------------------

Spoiler:
—Que bom que achei vocês!

Eu ainda podia ouvir o oficial agonizando no chão. O sujeito que o acertara estava visivelmente perturbado, e definitivamente atacou por prazer, não por medo ou defesa. No entanto, sua carranca psicopata ensandecida não me assustou. Me mantive calmo e seco.

— Quem é você, o que quer e por que fez isso? — disse em um tom calmo, mantendo a espada desembainhada em mãos.

OFF: Caso o tiro de Jonah o acerte.

Antes que eu pudesse dizer algo mais, o jovem impulsivamente disparou contra o joelho do sujeito que se aproximava, foi até ele e lhe tirou o machado, entregando-o a mim.

Spoiler:
— Mantenha isso por perto. — recomendou, depois se abaixou. — Estanque o ferimento do tenente. Eu vou arrancar algumas coisas dele.

Parei por um instante e pensei "Ele realmente está me dando ordens?", mas decidi não discutir pois era a única coisa que se poderia realmente fazer.

— Vamos ter uma boa conversa depois, oficial. — dizia ao ferido, enquanto estancava o seu ferimento. —  Não me tornei general do império para acabar recebendo ordens de jovens que acabaram de criar barba na fuça!

Spoiler:
— Não vou perder tempo com bobagens. Diga quem são vocês, quantos são e o que fazem aqui.

Me aproximei de Jonah que agora interrogava o agressor, e decidi ajudar.

— Você tem uma chance de responder. — dizia ao atacante, colocando a ponta de minha espada em sua garganta — Se não nos dizer o que queremos, vou cortar sua cabeça. — dizia de forma calma, porém fria, séria e direta.

Spoiler:
OFF: Teste de intimidação.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Qui Maio 07, 2015 3:58 pm

Jonah vê o sujeito se aproximando e rapidamente decide agir. Ele saca sua escopeta e atira nas pernas do estranho

Spoiler:
Jonah Roll(1d100)= 36, tiro=45, curto alcance = +30, bônus de spray =+10, mira especifica =-20. Dif = 65. 3 sucessos.

Roll(1d10)=1[substitui por 3], dano = 1d10+5-2[vigor]= 6


Infelizmente Jonah dispara uma pequena nuvem de projeteis metálicos ao lado das pernas do homem, de forma que o dano é apenas superficial, porém o impacto e o machucado são o suficiente para derrubar e ferir o sujeito.

O homem cai no chão, ainda segurando seu machado e sem dar sinal de que sentiu dor embora vocês possam ver o sangue escorrendo pela parte de dentro de seu joelho esquerdo.

Assim que ele cai Jonah corre pra frente, deixando sua escopeta presa na bandoleira às suas costas, e agarrando o machado para desarmar o sujeito.

Spoiler:
Jonah Roll(1d100)= 9, força=40. 4 sucessos.
Estranho Roll(1d100)=95, força=25. Falha enorme, quase critica...


Jonah agarra o machado e por um instante faz um cabo-de-guerra com o homem, mas a disputa não dura muito e a força superior de Jonah aliada ao fato do homem batido forte no chão garantem a posse do machado de incêndio ao soldado.

Adratorn recebe o machado de Jonah e parte para perto do oficial ferido. Chegando ao lado do ferido ele percebe que o machado entrou fundo em seu braço, e que esse não é seu único ferimento, o jovem parece ter levado ao menos dois golpes fortes na cabeça... O antigo militar usa a lamina de sua espada para cortar a manga do uniforme do oficial e improvisar um curativo

Spoiler:
Adratorn Roll(1d100)=71, inteligência = 33, situação +30. 1 falha.


O general se esforça para se lembrar das instruções de primeiros socorros porém logo percebe estar lidando com um caso mais complexo, o machado atingiu o osso e fez um pequeno furo numa veia importante. A bandagem ajuda a diminuir o sangramento, mas cuidados médicos mais sérios precisam se ministrados o quanto antes.

Após cuidar da melhor forma possível do oficial Adrathorn se junta a Jonah e ao homem caído, porém antes de os dois começarem a interrogá-lo eles são interrompidos por 4 homens que chegam correndo da mesma direção da qual o oficial veio. Os homens estão vestidos com uniformes de tripulação do Veloz, todos estão feridos, sujos de sangue, e todos tem sorrisos enormes e forçados em seus rostos. Esses homens veem os soldados e imediatamente avançam.


Nisso o homem caído no chão diz – Eu quero um pedaço!- e tenta morder as mãos de Jonah. – Me dê!!!

Estado dos personagens:
Jonah – escopeda guardada, precisa sacar. Imobilizando um inimigo.
Adrathorn – espada na mão. De pé. Largou onde o machado???




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Blodtørstige Warg em Ter Maio 12, 2015 1:26 pm

OFF: Larguei o machado perto do oficial ferido.

-- Ele não vai aguentar muito. Precisamos tirá-lo daqui -- disse a Jonah, quando voltei para ajudar no interrogatório do nosso agressor.

-------------------------

O interrogatório não surte efeito, e quando achei que não podia piorar, quatro tripulantes reaparecem. Sujos de sangue e com sorrissos longos e maldosos no rosto, exatamente como o homem do machado. Não eram os tripulantes, de fato, mas sim algo "mascarado" deles. Logo entendi o que estava acontecendo, e não precisei esperar o lunático dizer "Eu quero um pedaço! Me dê!" para perceber a gravidade do problema que nos metemos.

-- Rapaz, escute. Algo está controlando a mente desses homens. Algo que está faminto por carne humana. Não importa agora se são seres desconhecidos, vírus ou bactérias. A única coisa que importa agora é: prepare-se!
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Qua Maio 13, 2015 8:17 pm

Adratorn faz seu aviso para Jonah e se prepara para a luta que parece tao próxima. Jonah ouve suas palavras mas não pode fazer muita coisa no momento, já  que esta imobilizando o canibal que definitivamente não é tripulante do Veloz.

Os quatro tripulantes se aproximam mais e mais, de forma que suas feições, vozes e comportamentos se tornam mais claros e fáceis de observar.

rolagens:
Adratorn Roll(1d100)=83, percepção[38] +prontidão[0]  = dif[38],4 falhas.
Jonah Roll(1d100)=34, percepção[35]+prontidão[+10]+situação[-10]=dif[35], 1 sucesso.

O primeiro tripulante tem as mangas do uniforme arrancadas e exibe braços muito mais fortes do que seu corpo magro deveria poder sustentar. Jonah percebe seu olhar extremamente focado que se fixa em Adratorn quase que de imediato. Sua boca se abre e uma espuma branca escorre pelo queixo.

O segundo tripulante tem sua barriga distendida além do que os restos de seu uniforme podem cobrir. Sua boca treme e seu sorriso desumano se destorce ainda mais quando uma bile verde escura salta de sua boca e cai no chão um metro a sua frente. Ao vomitar ele para de andar e parece se contorcer de dor. Essa pausa dura pouco e ele avança logo atrás do primeiro.

O terceiro tripulante tem uma grande fratura exposta em seu braço direito, que sofre pequenos espasmos conforme o sangue desce escorrendo por sua mão e pingando no chão. Em sua mão esquerda ele tem uma pequena faca, que ele usa para fazer vários pequenos cortes no próprio corpo. Sua boca se estendo no terrível sorriso que todos exibem, mas seus olhos tem uma expressão diferente...

O quarto e ultimo tripulante é o único que fala. Ele tem suas mãos cobrindo seus ouvidos e fica repetindo – Não! Eu não quero saber!!!!!- ele então para de andar e bate a própria cabeça várias vezes em um cano. Logo em seguida ele volta a andar na direção de Jonah e Adratorn e ambos podem ver que ele tem vários machucados em sua testa.

Os dois primeiros tripulantes vão alcançar o oficial caído no próximo turno, os dois últimos vão levar mais um turno andando ainda.

Spoiler:
rolagem oculta.

mapa:



Estado dos personagens:
Adratorn: de pé, com espada na mão.
Jonah: agachado, desarmado, imobilizando um inimigo.




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Blodtørstige Warg em Seg Maio 18, 2015 11:17 pm

Eu tive apenas um segundo para pensar em tudo. Jonah não iria poder me ajudar se ele continuasse imobilizando aquela criatura, que antes era um tripulante. O oficial ainda estava caído, muito ferido, mas ainda era o único humano além de nós, e por mais que as chances de salvá-lo fossem remotas, eu teria de tentar. Dois dos monstros estavam alcançando-o, e logo iriam devorá-lo e/ou contaminá-lo, fazendo ele se tornar um deles. Sem pensar duas vezes, decapitei o canibal que Jonah imobilizava, para que assim ele pudesse me ajudar com os demais.

-- Eu vou tentar atrása-los.  Pegue o oficial e vamos correr! -- disse a Jonah, antes de correr em direção ao agressor mais próximo do oficial caído.

OFF: Não pretendo acabar com todos. Meu plano é acabar apenas com os mais próximos, ou mesmo apenas um deles, enquanto Jonah pega o oficial e corre até a saída -- coisa que também vou fazer assim que Jonah agarrar oficial e correr de volta para a nave.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Akira Toriyama em Qui Maio 21, 2015 4:23 pm

Outra pessoa, talvez, não pensasse em fazer o que o antigo general estava dizendo. Jonah, porém, não era uma dessas pessoas. Ele sabia que precisava manter o oficial vivo para conseguir mais informações e voltar à base e sabia que Andratorn não estava apenas tendo um surto de heroísmo. Era apenas uma questão de sobrevivência. Simples assim.

Tão logo Andratorn disse para se afastar, ele segurou nas axilas do oficial e se afastou o mais rápido que pôde, arrastando-o pelo chão da nave. Decidiu levar o machado junto, colocando-o junto com o oficial. Ele sabia que se a escopeta não fosse o suficiente, teria que se virar no combate corpo-a-corpo. Além disso, um machado era mais silencioso que uma arma de fogo. Caso discrição fosse necessária, ele teria como ajudar o general com uma arma mais silenciosa. Ele esperava que Andratorn conseguisse atrasa-los o máximo possível.


Última edição por Akira Toriyama em Sex Maio 22, 2015 11:11 pm, editado 1 vez(es)
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Sex Maio 22, 2015 6:47 pm

Ações dos jogadores:
Adrathorn – Atacar(meia) canibal e Mover(meia) para perto do oficial caído.
Jonah – Mover(meia) para perto do oficial caído e Pegar(meia) o machado.


Adrathorn dá seu aviso e imediatamente ataca o canibal.

Spoiler:
Adrathorn ataca Roll(1d100)=85, Combate(35)+Imobilizado(50) = 85, 1 sucesso
Adrathorn causa dano Roll(1d10)=10,  Fúria dos Justos( 8 )+dano da espada(+2) = 20


O canibal parecia distraído tentando morder Jonah que o segurava pelas costas, mas ao ouvir as palavras de Adrathorn ele se sacode para os lados tentando evitar o golpe. O movimento brusco e repentino quase salva sua vida... porém no ultimo momento Adrathorn corrige a trajetória da espada e a lamina se enterra no cranio atravessando-o de cima a baixo e o parte ao meio. As duas metades da cabeça continuam presas ao pescoço, mas cada uma se desloca para o lado expondo o cérebro arruinado em seu interior.

A espada de Adrathorn sai do ferimento com violência e espalha um arco de gotas de sangue que bate no teto e deixa uma enorme faixa vermelha pintada sobre as cabeças de todos. Jonah larga o corpo, que começa a se sacudir em espasmos nervosos, e imediatamente corre para perto do oficial. O jovem pega o machado caído no chão e se prepara para a briga. Adrathorn vem logo atrás dele, colocando sua espada, que ainda pinga sangue e pedaços de cérebro, para mais carnificina.

Rapidamente os dois primeiros tripulantes enlouquecidos se aproximam e atacam os dois soldados


Spoiler:
Tripulante 1 ataca Adrathorn – Roll(1d100)=39, Combate (20)+ataque total(+20)  =40, 1 sucesso
Tripulante 2 ataca Jonah -Roll(1d100)=17,Combate (20)+ataque total(+20) = 40 , 3 sucessos


Como recuar, ou se mexer, de mais pode expor o oficial a ataques, ambos decidem bloquear os ataques.


Spoiler:
Adrathorn bloqueia Roll(1d100)=16, Combate (35)+bloqueio[habilidade](-10) = 25, 1 sucessos
Jonah bloqueia Roll(1d100)=10, Combate (45)+bloqueio[habilidade](+0) = 45, 4 sucessos
Adrathorn contra enjoo Roll(1d100)=78, constituição(40)+modificador(+30)=70, 1 falha



Os dois tripulantes desfigurados atacam com toda força e vontade com seus punhos destorcidos e imundos.

O barrigudo sujo de vomito tenta dar dois socos na cabeça de Adrathorn, que bloqueia o primeiro com a lateral de sua espada e o segundo com o antebraço esquerdo. Por pouco o segundo ataque não passa, mas os reflexos do velho guerreiro foram o suficiente mais uma vez. Apesar de se proteger dos golpes Adrathorn não consegue se proteger do cheiro nauseante de vomito velho e fermentado que é jogado em sua cara a cada respiração do tripulante. O fedor não é o suficiente para fazê-lo passar mal, porém um principio de náusea se forma em seu estomago e isso irá distrai-lo no próximo turno.

O magrelo de braços absurdamente fortes ataca Jonah com a fúria de um cachorro louco por sangue,  e a espuma branca que desce por sua boca escancarada apenas reforça essa imagem. Um “upper” de cima pra baixo que visava esmagar a cabeça, seguido de dois cruzados baixos que arrebentariam as costelas de qualquer um, todos tem Jonah como alvo. O soldado mais jovem vê toda essa força, descontrole e raiva vindo contra ele e não se abala. Para alguém atento como Jonah o magrelo telegrafa todos seus golpes claramente. O movimento da cintura é seguido pelo movimento do tórax e depois pelos ombros e depois finalmente os braços lançam seus ataques devastadores. Porém quando as mão alcançam seu destino Jonah já  deu um contragolpe. Um simples chute no quadril seguido por um empurrão com o cabo do machado no ombro direito fazem o tripulante perder o equilíbrio. Depois disso uma ou duas pequenas inclinações de tronco fazem Jonah evitar todos ataques. O “upper” deixa uma pequena cratera no chão, e os cruzados acertam apenas o ar.

Os dois soldados ficam frente-a-frente com seus oponentes, e percebem a aproximação dos outros dois... vocês ainda tem tempo de atacar uma vez antes dos outros chegarem.




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Akira Toriyama em Sex Maio 22, 2015 11:55 pm

Por um segundo, Jonah pensara que a luta seria evitada. Porém, não era o que estava acontecendo. Não dava para evitar a luta, porque seus oponentes estavam loucos. Alguma coisa estava errada e eles ainda não sabia o que era. Algo estava deixando os tripulantes loucos e de alguma forma, os dois tinham escapado daquele destino.

O magrelo tinha braços enormes e socos devastadores. O jovem sabia que se fosse atingido por algum deles, estaria com problemas, embora tivesse fator de cura. Era melhor evitar certas dificuldades. Assim que conseguiu afastar o oponente, pensou na melhor estratégia para resolver aquela situação. Certamente os oponentes esperavam que eles recuassem, arrastando o oficial pelo chão em direção à nave. Não esperavam que eles, estando em menor número, atacariam. Decidiu então fazer exatamente isso.

Não havia tempo para sacar a escopeta. Apesar de ser melhor para liquidar com aqueles malditos logo, teria de se virar com o que tinha no momento. Em algum canto na mente, Jonah lembrou-se de que já estivera em situações que tivera de usar armas totalmente improvisadas no calor da batalha. O machado estava de bom tamanho. Tão logo houve uma abertura, resolveu atacar, visando o pescoço do tripulante. Precisava acabar logo com aquilo.

OFF:
Teste pra atacar com o machado no pescoço do tripulante.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Blodtørstige Warg em Sab Maio 23, 2015 12:56 am

Não foi difícil evitar os golpes daquela coisa, no entanto eu não estava esperando que ele cuspisse aquela substância nojenta no meu rosto. Mesmo eu, que já estive submerso em tripas sendo devoradas por vermes, não pude deixar de sentir um princípio de náusea que causava uma sensação estranha no meu estômago. Sabendo que aquela distração poderia ser o suficiente para dar ao gordão uma oportunidade de uma investida traiçoeira, tomei uma certa distância com um salto para trás, sem pensar, enquanto limpava rapidamente o vômito do meu rosto, com a manga da minha camisa.

No entanto, para a minha surpresa, o gordo não havia atacado. Talvez ainda estivesse surpreso por eu ter me defendido, ou simplesmente surpreso por estarmos em menor número e atacarmos eles. De uma forma ou de outra, não poderia desperdiçar a chance.

-- Tome, maldito!

Investi com a espada, na intenção de decapitar o meu agressor.

Spoiler:
OFF:

Caso tanto o meu ataque quanto o de Jonah dê certo, considere que eu disse a ele "É o suficiente, rapaz! Vamos sair daqui" e me dirigo até a saída, para voltar a nave junto com ele e o oficial ferido.
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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por monstroloko em Qua Jun 03, 2015 5:59 pm

Adrathorn aproveita a distancia criada para atacar em carga o seu inimigo. O veterano corre os 3 passos que o separam do tripulante louco e gordo e gira sua espada em um golpe brutal.

Spoiler:
Adrathorn ataca:Roll(1d100)=95, Combate[35]+carga[+10] +distração[-5]= 40. 5 falhas.
Tripulante 1 ataca:Roll(1d100)=13, combate[20]+ataque total[+20] =40. 3 sucessos
Adrathorn bloqueia: Roll(1d100)=13, combate[35]+vulnerável[-10]+bloqueio[-10] = 15, 1 sucesso.
Dano: Roll(1d5)=2,soco[-1]+modForça[2]+sucessos[2]-armadura e absorção[2]=3.

Em meio a sua corrida e ataque o general acaba pisando no tenente caído e se desequilibrando. Ele não cai, porém seu ataque erra terrivelmente e ele fica numa posição ruim de se defender. O Tripulante aproveita isso para mandar mais uma série socos onde um acerta de raspão no queixo. Adrathorn sente sua cabeça ser sacudida e o gosto metálico de sangue aparece sem sua boca. Ao invés de se abater com isso Adrathorn percebe que o combate acaba por acalmar seu estomago, e que ele já não esta enjoado.

Spoiler:
Jonah ataca: Roll(1d100)=75, combate[45]=45, 3 falhas.
Jonah ataca: Roll(1d100)=47, combate[45]=45, 1 falha.
Tripulante2 ataca: Roll(1d100)=63, combate[20]+ataque total[+20] =40, 3 falhas.
Jonah lê oponente: Roll(1d100)=2, inteligencia[30]+percepção[35]-dificuldade[20]=45, 5 sucessos críticos!!!! Proximos ataquem terão +20 de bonus.

Ambos Jonah e o tripulante forte lançam seus ataques contra o outro, porém a fúria do tripulante é tanta que Jonah tem que tomar cuidado para não ser literalmente atropelado. Conforme a sequencia sem fim de golpes poderosos tenta esmagar o jovem soldado, ele vai pegando o ritmo de seu adversário e percebendo como prever seus movimentos no futuro.

Spoiler:
Tripulante 3 decide quem atacar[par jonah, impar Adrathorn] Roll(1d10)=1, Adrathorn.
Tripulante 4 decide quem atacar[1-3 jonah, 4-6 Adrathorn,7-10 ninguém] Roll(1d10)=7, ninguém.

O tripulante do braço quebrado se aproxima de Adrathorn e o veterano logo se ve na difícil situação de estar quase cercado. O ultimo tripulante não avança contra nenhum dos dois soldados, ele para e se ajoelha no chão e começa a chorar e murmurar algo baixinho.




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Re: 40k-RogueTrader- Guerra e Horror, no espaço!

Mensagem por Akira Toriyama em Seg Jun 08, 2015 11:33 pm

Jonah tentou atacar seu oponente, mas não teve sucesso. Embora o ataque tivesse sido uma surpresa, seu oponente era ágil o bastante para não se deixar abater tão facilmente. Em troca, atacou com toda a força, sacudindo aqueles braços imensos e derrubando caixas ao seu redor. Por pouco, o soldado não foi atingido, tentando não se deixar acuar. Ele sabia que se desse espaço demais ao oponente, teria problemas. Aquela luta deveria ser rápida.

Um golpe em linha reta atingiu uma caixa atrás de si. Jonah rolou para o lado, saindo da rota de colisão no último segundo. Como seu oponente atacava sem pensar, começava a ficar fácil deduzir seus movimentos. Era forte, mas burro — o que tornava seu trabalho um pouco mais fácil. Era hora de aproveitar o momento para acabar com aquilo logo. Olhou em volta, procurando por algum artifício que o ajudasse a resolver aquilo o mais rápido possível. Seu inimigo era burro, mas ele não.

Rolagem:
Teste de Inteligência/Percepção pra bolar uma tática de última hora. Na verdade, quero utilizar o ambiente ao meu favor, pra atrapalhar esses caras e sair logo daí junto com o Andrathorn e o oficial. Acho que aqui seria uma boa hora pra despertar pelo menos uma parte da mutação dele.


Última edição por Akira Toriyama em Qui Jun 11, 2015 1:15 pm, editado 1 vez(es)
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