Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Sab Jan 17, 2015 9:29 pm

Spoiler:
Ruby realiza duas ações de ataque.

Ação 01, combate com armas (NA 10), lobo 05: 11+3 = 14 (Sucesso).

Ação 02, combate com armas (NA 10), lobo 06: 7+3 = 10 (Sucesso).

Avaliação de dano:

Dano, Lobo 05 (Adaga): 2D6+3 = 12

Dano, Lobo 06 (Adaga): 2D6+3 = 14


Com impressionante agilidade, a hobbit investe contra os lobos, acertando ambos, causando um enorme rasgo em seus corpos. Eles uivam de dor, em um tom lamurioso e longo, e logo saem correndo com dificuldade, sangrando e abandonando o campo de batalha.

O trio se preparava para enfrentar o restante da matilha, que agora estava reduzida a três lobos, quando de repente, uma uma voz gutural soou pelo ar, como um urro, porém murmurado.

Spoiler:
Teste de Força de Vontade (NA 13) para resistir ao medo sobrenatural:

Barus: 5+3 = 8 (Falha)
Drogo: 10+5 = 15 (Sucesso)
Ruby: 8+2 = 10 (Falha)

Um arrepio percorre a espinha do trio. Barus fica desnorteado com o que acontece. A pequena Ruby começa a tremer. Somente Drogo se mantêm firme, porém intrigado.

Spoiler:
Drogo testa Espírito (NA 10): 2D6+3 = 11 (Sucesso)

O mestre da sabedoria logo percebe o que acontece. Aquilo era feitiçaria. Ao prestar atenção, viu que um homem que estava razoavelmente longe começou a se aproximar do grupo quando o restante dos lobos debandaram apavorados. O trio, principalmente Drogo, se mantiveram na defensiva quando o homem ficou frente-a-frente com eles.

Spoiler:

-- Então... Quem são vocês? O que fazem parados na porta da minha casa?
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Seg Jan 26, 2015 4:40 pm

A batalha não durou muito. Os dois tiros que Drogo efetuara não foram bem sucedidos, e ele tinha certeza que era por causa da frustração que sentia consigo mesmo por ter errado a charada. Barus não tivera muita dificuldade e Ruby conseguira sangrar os lobos suficiente para faze-los correr, mas podia ter sido diferente. A possibilidade de perder os amigos o assombrava.

No entanto, logo as coisas mudaram. Drogo ouviu um um urro ao longe que deixou seus companheiros visivelmente abalados. Por sorte, ele conseguira se manter firme. A mente ainda estava forte o suficiente.

- Fiquem calmos. - instruiu ele aos amigos. - Isso é feitiçaria.

OFF:
Warg, se você achar necessário, pode até rolar teste de Porte ou Força de Vontade aqui. Drogo vai tentar animar os amigos.

Não demorou muito e apareceu um homem à frente deles. Estava encapuzado e trazia um cajado. Certamente, era dele que vinha toda aquela força. O mestre da sabedoria engoliu em seco e pediu pela proteção de Elbereth para ele e seus amigos. As coisas poderiam ficar piores.

OFF:
Aqui eu gostaria de usar a habilidade Virtude dos Valar, para criar algum efeito que mostre a conexão que o Drogo tem com Elbereth.


-- Então... Quem são vocês? O que fazem parados na porta da minha casa?


Drogo apertou o cabo da besta e a manteve apontada para o alvo. Tentou parecer o mais confiante possível.

- Viemos seguindo os rastros de uma garota da vila. Estamos à procura dela.


Última edição por Akira Toriyama em Qua Jan 28, 2015 5:29 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Seg Jan 26, 2015 6:02 pm

Barus observa a conversa entre Drogo e o estranho recém-chegado e seu respeito por Drogo dobra de tamanho. O mestre da sabedoria poderia ter falhado na charada, mas estava se mostrando de uma fortitude mental digna de um guerreiro. Ao mesmo tempo Barus ainda estava abalado pelo... barulhinho?

Ele não sabia como, mas um urro foi "sussurrado" e esse som bizarro que não devia existir na natureza o havia atingido de forma que numa batalha seria terrível. Então Barus finalmente discerne o significado das palavras de Drogo, pois só ha um homem ali que pode ser o feiticeiro culpado pelo som...

Imediatamente o grande dunedain sai de seu canto e se posiciona ao lado de Drogo. Ele não faz nada de ameaçador, nem tenta falar ainda, apenas tenta se mostrar disponível para ajudar caso isso seja necessário.

#mais um teste de espirito pra criar coragem????#




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Qua Fev 04, 2015 6:48 pm

L'attenzione a questo avvertimento importante dell'ultimo minuto!


Devido a ausência de dois dos três jogadores, infelizmente sou forçado a temporariamente estacionar essa crônica. Pretendo voltar com ela o quanto antes, assim que os jogadores ausentes retornarem e estiverem aptos (e dispostos) a continua-la. Grazie!
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Sab Fev 21, 2015 11:15 pm

O alívio de ter conseguido me defender dos lobos não durou muito. Um som estranho me fez tremer e me encolher atrás de Drogo, que se manteve firme enquanto uma criatura encapuzada se dirigia a nós.

Sua voz me fez encolher ainda mais e me mantive silenciosa atrás do meu amigo enquanto ele respondia corajosamente ao estranho.

Precisava me esconder em algum lugar, talvez ele não tivesse me notado com esse meu tamanho todo atrás de Drogo. Em algum arbusto, árvore, precisava arriscar ficar segura em algum lugar. E talvez atacar de surpresa, caso necessário.

#teste de furtividade
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Seg Fev 23, 2015 6:22 pm

OFF: Bom poder voltar e bom ter vocês de volta aqui Very Happy

Spoiler:
TESTES:
Drogo testa Força de Vontade, NA 10, e tira: 6 (2d6) + 5 = 11 (Sucesso).

Drogo invoca Elbereth (Virtude dos Valar), para resistir ao efeito da feitiçaria (Força de Vontade +2 de bônus), contra um NA 6, e tira:10+5+2 = 17 (Sucesso Absoluto).

Ruby testa Coragem (+3), para resistir ao efeito da feitiçaria, contra um NA 6 (direito a teste e com dificuldade reduzida devido ao sucesso de Drogo em acalmar a comitiva), e tira: 10+3 = 13 (Sucesso Absoluto).

Barus testa Coragem (+4), para resistir ao efeito da feitiçaria, contra um NA 6 (direito a teste e com dificuldade reduzida devido ao sucesso de Drogo em acalmar a comitiva), e tira: 3+4 = 7 (Sucesso).

Ruby testa Dissimulação (+3) para se esconder do estranho, NA 11, e tira:5+3 = 8(Falha).

Drogo murmurou de olhos fechados alguma coisa, ou algum nome... Os outros não puderam ouvir ou deduzir o que foi dito, já que ele falou muito baixo, e seus lábios se moveram depressa, mas suas mãos se levantaram enquanto o estranho caminhava até eles, o que podia dar uma pista sobre o que estava acontecendo. Uma sensação de paz e calma tomou conta do mestre da sabedoria, como se ele tivesse sido transportado subitamente para uma terra desconectada dos problemas do mundo dos homens, como Valfenda ou Lothlórien. Logo o ar não era mais tão pesado quanto parecia, o Sol parecia brilhar mais forte e até mesmo a relva em seus pés parecia mais verde e vigorosa, cheia de vida,como se algum maravilhoso encanto élfico caísse sobre eles.

- Fiquem calmos. - instruiu ele aos amigos. - Isso é feitiçaria.

As palavras de Drogo saíram calmas, em um tom solene e límpido, com uma velocidade lenta e suave. Logo a sensação de medo que abalava Barus e Ruby começou a diminuir de intensidade, até que desapareceu por completo. Suas respirações voltaram ao normal, assim seus ritmos cardíacos. Havia uma sensação de paz e iluminação no ar, e o cheiro da natureza ao redor estava realçada, emitindo um sentimento gostoso de relaxamento que afetava a mente de todos. Ruby aproveitou a oportunidade para tentar se esconder, mas ela estava tão relaxada e o sujeito já estava tão próximo, que não haveria tempo ou agilidade o suficiente para se ocultar.

-- Impressionante -- disse o velho rindo, e agora cancelando o efeito da sua feitiçaria, que já era então ineficaz --Nenhum ladrão teria o espírito tão nobre para conseguir fazer tal coisa. Vejo que vocês são almas nobres, felizmente, e agora sei que posso confiar no que disseram. Você, rapaz -- se referindo a Drogo -- disse estar seguindo os rastros de uma garota que desapareceu, não é? Muitas pessoas desapareceram ultimamente, certo? Acreditem, eu sei o que é isso. pois uma das pessoas sequestradas é a minha sobrinha... -- O velho então faz um cara pensativa e distante, preocupada.

O velho então limpou a garganta, como se despertasse subitamente de uma melancolia profunda, e então continuou.

-- E pensar que tudo isso começou com Khalinor, o tolo... Se há algum residente de Gondor entre vocês, é certo afirmar que sabem da história dele, não é? Eu sei onde estão essas pessoas, incluindo minha sobrinha e essa jovem, mas sou um velho e modesto mágico, para enfrentar sozinho os perigos do lugar.  Até mesmo Khalinor, que desapareceu a tanto tempo, está entre eles. Sei que os desaparecidos estão vivos, sendo mantidos cativos. Por quê e por quanto tempo eu já não posso dizer. Mas se estiverem dispostos a me ajudar, e se puderem me aceitar no seu grupo, eu posso mostrar onde estão, e podemos resgatá-los antes que algo pior aconteça. Vocês me permitem ajudar, para que eu possa resgatar minha sobrinha? Meu nome é Thauromir, a propósito. Como vocês se chamam?

Spoiler:
TESTE:

Barus faz um teste de Reconhecimento(+0), NA 15, para tentar se lembrar de Khalinor, o tolo, e obtém: 6 +10 (bônus de renome de Khalinor) = 16(Sucesso).

Barus sem dificuldade se lembra da infame figura de Khalinor, que era muitas vezes chamado de "O tolo" nas terras de Gondor.

Spoiler:
A história de Khalinor, o tolo:



Após a queda do Senhor do Escuro, quando Frodo destruiu o Um Anel, a região de Mordor se tornou "abandonada". O mal que lá restou, composto de orcs e um punhado de Uruk-Hai e Olog-Hai sobreviventes, estava fraco e desordenado, incapaz de representar uma ameaça aos demais reinos, já que não havia um líder para fazer uso do que restou deste dito mal sobrevivente. No entanto, havia um homem que temia que o mal que restou da queda de Sauron pudesse se fortalecer novamente, caso nada fosse feito para aniquilá-lo por completo. Esse homem era um famoso herborista, residente de Gondor, chamado Khalinor. Ele tentou alertar o povo sobre o risco que corriam, permitindo que os resquícios do antigo exército de Sauron perambulassem à vontade pelas ruínas de Mordor.Quanto mais ele tentava alertar, mais sofria deboche de todos, já que todos em Gondor não levavam essa ameaça a sério, e duvidavam que o mal ali pudesse retornar. Ele perambulou de cidade em cidade, tentando reunir seguidores para o que ele chamou de "A última investida contra o mal", fracassando todas as vezes. Ele passou de famoso herborista para infame tolo em todo o reino. Logo ninguém mais tinha respeito por ele, sendo agora nada mais um maluco que sofria deboche de todos, principalmente das crianças. Frustrado e revoltado com as pessoas, ele desapareceu e foi dado como morto, sendo visto andando pela última vez em direção à floresta velha. Isso já faz seis anos.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Seg Fev 23, 2015 7:29 pm

Barus finalmente consegue dar alguns passos à frente sem fica de joelhos bambos. Ele fica ao lado de Drogo e olha desconfiadamente para o velho... ele nem tenta guardar a espada antes de perguntar:

"Foi voce que mandou os lobos? Que tipo de bruxo voce é?"




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Ter Fev 24, 2015 8:49 pm

--Foi voce que mandou os lobos? Que tipo de bruxo voce é?

O velho ergueu as sobrancelhas surpreso, e então sorriu como se já esperasse tal pergunta.

-- Não enviei os lobos. Essa região tem muitos deles. Eu os afastei com uma mágica. Além disso,não sou bruxo. Sou um mágico, do tipo que vocês podem confiar, já que meu propósito é ajudar as pessoas. Não sou nem de longe tão poderoso quanto o meu caro Mithrandir, mas sou igual a ele na bondade. Isso eu posso dizer sem modéstia. Eu só fiz o efeito da mágica afetar vocês também porque pensei que fossem ladrões tentando entrar em minha humilde casa.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Qua Fev 25, 2015 4:22 pm

Por um segundo, tudo ficou mais calmo, como se Elbereth tivesse de fato interferido naquela situação. Drogo sentiu-se calmo e completamente capaz de pensar claramente, como não estava há minutos atrás. Seus amigos também pareceram afetados pelo efeito, e o mestre da sabedoria sentiu-se melhor a respeito de sua falha com o enigma.

Não somos ladrões — disse para o mágico, assim que ele terminou a fala. — Somos apenas aventureiros em busca da garota que desapareceu. Meu amigo é um guerreiro e eu sou um simples estudioso. A pequena não usará suas habilidades para nada que não seja ajudar os outros, inclusive os desaparecidos.

O mágico contou seu lado. Estava à procura de sua sobrinha, que estava entre os desaparecidos. Contou também sobre Khalinor, mas Drogo nunca tinha ouvido falar sobre ele. Aparentemente, a pessoa de quem ele falava morava nas redondezas da cidade e o jovem morava muito longe dali, em Eriador. Desse modo, era quase impossível que soubesse do que acontecera.

Se suas intenções são boas, sua presença e conhecimentos serão bem vindos. — falou, num tom conciliador. Era preciso deixar as coisas mais calmas depois de toda aquela tensão. — Nós o ajudaremos em sua busca que por acaso também é nossa. Sou Drogo, e estes são meus amigos Barus e Ruby. Os rastros da garota nos trouxeram até aqui e eu estava tentando resolver o enigma, mas não tive muito sucesso.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Seg Mar 02, 2015 6:34 pm

Aquela historia de ser uma magico benevolente pegou Barus de surpresa... porém ele não tinha como julgar o velho sem saber mais, e não iria arriscar uma atitude precipitada.

"Pois bem, Thauromir, perdoe minha saudação rude. Podemos entrar em sua casa para conversar e saber mais sobre esse perigo que voce conhece? Precisamos de detalhes e conversar aqui fora pode acabar atraindo mais lobos..."

#Ação: Caso eles entrem na casa, Barus vai ficar muito atento a tudo que houver lá dentro, para tentar descobrir se há algo suspeito que possa implicar no velho não ser quem diz ser.#


Última edição por monstroloko em Qui Mar 05, 2015 2:07 pm, editado 1 vez(es) (Razão : corrigindo erros, teclado finalmente calibrado :D)




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Qui Mar 05, 2015 7:11 pm

Como sempre, ficaria de olhos bem abertos para nosso novo companheiro. Ele tinha me dado um baita susto pra eu sair sorrindo logo em seguida ou já ir confiando em suas palavras. Não, não, sempre um passo atrás de Drogo ou Barus, observando tudo e cada movimento que o estranho faria.

E eu achando que tudo acabaria em uma batalha terrível onde iríamos derrotar o homem e resgatar a moça de suas garras e voltar como heróis. Mas, o velho era nosso amigo. E talvez ele nos chamasse para uma refeição farta dentro de sua casa, já que estávamos ali e ele nos havia feito ouvir toda aquela história.

- Vamos, vamos entrando, estou morrendo de fome.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Sex Mar 06, 2015 8:05 am

O velho sorriu de forma amistosa para Ruby ao ver a pequena reclamar da fome. Ele não tinha nenhuma malícia nos olhos e carregava uma expressão serena no rosto, exalando uma atmosfera pacata e inofensiva.

-- Essas estradas tortuosas realmente nos deixam com fome. Confesso que até mesmo eu que estou acostumado a ir e voltar por elas estou com o estômago roncando. Pois bem! Vamos comer!

O  velho então parou diante da porta mágica. Drogo jogou seu olhar no velho, cheio de expectativa. Era agora que iria poder finalmente saber a resposta do enigma. O velho pronunciou poucas palavras em Quenya e a porta emitiu um brilho forte de cor azul-esverdeada e então cedeu alguns centímetros para trás, por fim levantando no ar, como se um troll do lado de dentro estivesse erguendo-a. As palavras do velho traduzidas para a língua comum diziam "O do morto".

Assim que entraram o velho pronunciou alguma palavra mágica que fez tochas nas paredes se acenderem sozinhas. A luz revelou um local incrível, que deixou o grupo boquiaberto. No centro havia uma mesa gigantesca para as refeições feita de tronco de carvalho, muito bem trabalhada, capaz de fornecer espaço para uma refeição digna de um palácio. Havia tapetes finos de cor vermelha no chão, muito confortáveis. Ao lado esquerdo, uma pequena fonte no formato de um mûmak esculpido em marfim, com algumas trepadeiras e narcisos ao redor. Na água, pétalas de tulipas boiavam. No fundo era possível ver uma cama, separada do resto em uma espécie de vão divisório na parede. Haviam também muitos livros em uma estante, pedras preciosas em uma mesa de pequeno porte -- incluindo um cristal do tamanho da cabeça de um homem adulto -- e sacolas com materiais que pareciam ser típicos de mágicos, além de, é claro, uma escrivaninha com uma lanterna, penas e muitos papiros. Haviam na arquitetura do lugar pilares largos esculpidos dos dois lados que sustentavam um teto abobadado com detalhes de ouro e prata. Haviam duas portas duplas de ferro ao lado direito, e em uma delas várias runas estavam esculpidas. A arquitetura do local era tão maravilhosa que lembrava os salões de Moria em seus melhores dias, e sem dúvida aquele lugar era um trabalho dos anões.

-- Sentem-se, por favor. Tomem um lugar a mesa. Eu vou trazer a comida.

O trio sentou-se em cadeiras próximas, ainda maravilhados com os detalhes do lugar. O velho pediu licença e se dirigiu a porta dupla sem runas. (OFF: Essa é a melhor hora para comentar algo entre vocês, se assim quiserem). Não demorou muito e o velho trouxe cerveja, porco salgado, batatas cozidas com tomate em uma espécie de ensopado que também vinha com carne de lebre, pães e muitas frutas, principalmente morangos com creme e uvas. O banquete não era nada modesto, e isso também impressionou o trio.

-- Fiquem à vontade. Não se acanhem -- disse o velho, pegando logo uma fatia do porco, um pouco do ensopado e enchendo uma caneca de prata com cerveja.

A comida estava fresca. Tinha um cheiro de atiçar a fome ainda mais, e um gosto maravilhoso (OFF: Interpretação livre para a comilança).

-- Agora -- disse o velho em um tom sério -- serei direto e breve, e revelarei a vocês o que eu descobri sobre as pessoas desaparecidas, e o que vem acontecendo -- ele então faz uma pausa para pegar um cacho de uvas e então continua -- Tudo está acontecendo na Floresta das Trevas, onde Khalinor sumiu. Você se lembra dele, não é Barus? Bem, por incrível que pareça, ele está vivo. Ele, minha sobrinha e mais pessoas desaparecidas de Gondor estão sendo mantidas cativas lá. Eu contei quarenta e sete pessoas ao todo, contando com minha sobrinha e Khalinor. O responsável é um homem. Eu não sei quem ele é, ou como ele é, já que mantem o rosto coberto constantemente com uma capa, mas sei que ele não é um bom homem, e aparenta ter um conhecimento de magia alto. Talvez até maior que o meu.

Thauromir então parou de mastigar as uvas e falar de boca cheia. Olhou sério para o trio e então continuou, em uma voz sombria e grave, aflito e preocupado.

-- Eu não sei o motivo de manter essas pessoas cativas, mas precisamos fazer algo rápido, já que esse louco pode matar a todos a qualquer momento. E o pior de tudo é: ele, de alguma forma, conseguiu convencer o que restou dos antigos exércitos de Mordor a apoiá-lo em algo que está tramando, e isso significa orcs, uruk-hais, olog-hais, trolls e toda sorte de criaturas malignas e fétidas.

O velho então aguardou que todos terminassem e então os levou para a porta dupla com runas, dizendo que precisava mostrar algo a eles. Ou melhor, uma evidência, para que vissem com os seus próprios olhos.

Assim que a porta se abriu, um quarto sem absolutamente nada além de uma coluna no meio coberta por um pano se revelou. Thauromir então tirou o pano, revelando uma palantir.



-- Incrível, não é? Eu a achei a alguns anos, não muito longe de onde estamos agora. Mas não há tempo para isso. Venham!

Thauromir se concentrou na palantir erguendo sua mão. Seus olhos se fecharam e seus lábios começaram a murmurar levemente algumas palavras inaudíveis. Logo uma sucessão de imagens surgiu para o trio que encarava a pedra. Era possível ver um campo com algumas arquiteturas rústicas em uma clareira feita a mão, isto é, uma área devastada. Orcs e uruks corriam para todos os lados. Na imagem seguinte, era possível ver os reféns em uma espécie de poço pestilento. Eles estavam amarrados. Dentro do poço saia uma fumaça escura de cor azulada, impossível de se distinguir sua origem. Por último, um homem encapuzado aparecia gritando ordens para os orcs.



Por um momento um silêncio perturbador tomou conta do quarto da palantir. Todos estavam aflitos e perturbados com o que viram na pedra. Por fim, Thauromir voltou a falar, de forma vagarosa.

-- Não temos muito tempo. Precisamos saber o que está acontecendo naquele lugar. Se vamos agir, devemos agir o quanto antes.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Ter Mar 10, 2015 3:48 pm

Drogo quase riu, não fosse a tensão do momento. Ruby tinha a capacidade de fazer aquele tipo de comentário em situações que eram qualquer coisa, menos adequadas. Relaxou os ombros e baixou a besta, agora ciente de que não estava diante de um inimigo. Além disso, iria finalmente descobrir a resposta para aquela charada.

Thauromir parou diante da porta e deu a resposta: o do morto. O jovem mestre da sabedoria teve um segundo de descontentamento, percebendo o quanto chegara perto da resposta. De fato, faltava pouco para que ele mesmo encontrasse a solução para o enigma. Felizmente, sua falha não resultara em algo pior.

Todos entraram em um suntuoso ambiente. A arquitetura do local lembrava muito a dos anões, e Drogo anotou aquilo em seu diário. Passou os olhos pela estante lotada de tomos dos mais variados assuntos. A visão lhe encheu os olhos, aguçando sua curiosidade. Como um estudioso, um lugar daqueles era um verdadeiro santuário de conhecimento.

Você tem uma coleção invejável. — disse, olhando para os volumes. — Ficaria muito feliz em passar um tempo por aqui para conhecer mais a fundo o que você reuniu aqui. Poderia me dizer se você tem alguma coisa a respeito dos Valar? Sou um estudioso dedicado especialmente aos assuntos referentes a eles.

O velho os convidou para se sentar e pediu licença. Drogo tomou seu lugar entre os amigos e esperou enquanto a comida ainda não chegava.

Acho que isso saiu melhor que a encomenda. — disse para Barus. — Se ele realmente puder ajudar, vai ser muito útil no nosso grupo. E Ruby — dirigiu um olhar mais ou menos sério para a hobbit. —, nada de surrupiar coisas de quem vai nos ajudar nessa. Entendido?

Logo a comida chegou. Houve um momento de descontração enquanto a mesa se enchia de iguarias e cerveja. Drogo comeu tanto quanto pôde, lembrando-se dos momentos que passava em família quando ainda estava em sua terra natal.

Thauromir contou sua história. Por trás de todo aquele mistério, estava alguém com um conhecimento imenso de magia que estava aprisionando pessoas. Para que, ninguém sabia. Porém, a ideia de que ele estava reorganizando o que tinha restado do exército de Mordor deixou o mestre da sabedoria ainda mais desconfiado.

Seria isso um ritual? — conjeturou, depois de ouvir o que o mágico dissera. — Se ele está reunindo pessoas há tanto tempo, talvez esteja preparando um ritual ou coisa do tipo. Levaria tempo para reunir o número necessário de reféns ou mesmo para se ter a condição propícia para isso.

O velho os levou para uma sala onde não havia nada além de uma coluna de pedra no centro, coberta por um pano. Ao tirar o pano, Thauromir revelou um palantir. Nessa hora, os olhos de Drogo novamente se encheram. Era a primeira vez que via um objeto daqueles. A sucessão de imagens o impressionou ainda mais: um poço pestilento, cheio de pessoas amarradas. Fora dele, um homem encapuzado gritava ordens para os orcs. Embora não falasse órquico, Drogo sabia rudimentos da Língua Negra, aprendidos nos pergaminhos que encontrara nas ruínas próximas de sua vila. Concentrou-se no que ouvia para tentar descobrir que língua era aquela.

OFF:
Warg, queria um teste de Língua para tentar descobrir o que o cara está falando.

Não temos muito tempo. Precisamos saber o que está acontecendo naquele lugar. Se vamos agir, devemos agir logo. — disse o velho.

Drogo respirou fundo e olhou para os amigos.

Contamos com a sua ajuda para chegar até lá, Thauromir.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Qua Mar 18, 2015 2:26 pm

Barus olha desconfiado para o velho, e estava prestes a discordar, mas vê Drogo baixando a besta e relaxando. Sabendo que o mestre da sabedoria é mais apto a julgar a confiabilidade das pessoas que ele mesmo, Barus decide observar mais antes de falar qualquer coisa. Thauromir então dá a resposta da charada, e Barus não consegue rir dessa vez. Ele apenas balança a cabeça como se quisesse negar alguma coisa... Ele coloca uma mão no ombro de Drogo e fala - Você não matou a charada e quem fez os lobos correrem foi nossa pequena mão-leve... esse está mesmo um dia e tanto!-

Conforme o grupo entra na casa Barus observa o que parece ser um conjunto de ingredientes mágicos, e decide olhar mais de perto. Ele não toca em nada, mas olha tudo de perto e fica espantado com a impressionante coleção do velho. A arquitetura do local também o impressiona bastante, e até ele nota que anões devem ter feito essas obras. Sem conhecer nada mais profundo sobre os anões, e dominado por sua curiosidade, Barus pergunta – Você deve conhecer muito bem os anões pra conseguir esse tipo de trabalho deles, não?-

Após o velho convidá-los a se sentarem o guerreiro espera ele se afastar pra comentar com os companheiros – Não tenho experiência com magos,mas com gente desaparecendo de forma misteriosa temos de ficar espertos! Talvez ele seja confiável, talvez não... se alguém ver algo incriminador, fale uma frase com “lobo velho”-

Quando o velho volta Barus come um pouco da comida, novamente impressionando com os recursos que o mago possui. Ele acena com a cabeça quando Khalinor é mencionado e presta muita atenção em tudo que é falado sobre o homem misterioso. Então o Thauromir fala das criaturas das trevas que seguem esse homem e Barus se enche de vontade de agir. Quando o Palantir foi revelado Barus olhou para a cena que o velho mostrou.

-Eu achava que todos os palantir estavam perdidos!- Seus olhos se arregalam ao ver o número de inimigos reunidos sob a liderança do mago maligno. -Devemos enviar um mensageiro ao exercito de Gondor! Um campo como esse deve ser destruído antes que eles possam escapar. Enquanto isso nos temos de ir na frente e verificar se há algum modo de libertarmos os prisioneiros. Qualquer coisa que esse mago estiver tramando deve ser impedida.-




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Seg Mar 23, 2015 12:43 am

Não evitei rir baixinho enquanto entrávamos na casa do velho. As caras de meus companheiros olhando toda a deslumbrante decoração do interior da casa era de achar graça. Não que eu não tivesse reparado na beleza da decoração e das suas coleções, mas estava mais na expectativa de descobrir o que iríamos degustar ali.

Nos sentamos na mesa e o velho saiu. Aproveitei pra olhar mais atentamente ao que tinha ao meu redor, balançando as pernas suspensas no ar com o banco alto e brincando com os dedos, já inquietos pra tocar em algo interessante, quando Drogo me jogou um olhar sério.

"Nada de surrupiar coisas de quem vai nos ajudar nessa. Entendido? " Ele disse. Acenti positivamente com a cabeça, sentindo la no fundo uma pontada de frustração. Bom, se a comida fosse boa, eu iria me comportar como gratidão. Caso nos oferecesse qualquer resto, iria dar um jeito de levar uma lembrança daquele lugar as escondidas, como troco. Sorri inocentemente para Drogo.

Barus parecia continuar desconfiado. Eu até me recordaria do código que ele nos passou caso surgisse algo incriminador se logo em seguida todo aquele banquete não tivesse me roubado toda a concentração.

Ataqueio porco, que por sinal estava com um tempero maravilhoso, enchi o copo e o prato de sopa duas vezes,  encerrando com um desfalque considerável nas frutas.

- O senhor mesmo que prepara a comida? Não me deixe sair daqui sem levar a receita dessa sopa comigo. - comentei de boca cheia.

Depois, mais histórias de desaparecidos e coisas estranhas acontecendo. Um sono quase inevitável pesava meus olhos, agora de barriga cheia. Ele nos mostrou uma palantir e cenas perturbadoras de criaturas abomináveis e um senhor mais sinistro do que o velho comandando toda a desgraça. Meus companheiros estavam decididos a combater aquele mal o quanto antes. Se eu pudesse, tiraria uma soneca antes de partir para a aventura.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Ter Mar 24, 2015 9:18 am

Spoiler:
Teste 01:
Drogo testa Línguas (Língua Negra +3), NA 12, para tentar captar algo da conversa no Palantir, e tira: 7 (4[2d6] +3)...(Falha)

Teste 02:
Drogo, Ruby,Barus e Thauromir testam Percepção, NA 14, e tiram:

Drogo(+1): 12 (Falha);
Barus(+2): 11 (Falha);
Ruby(+3): 15 (Sucesso);
Thauromir(+5): 11(Falha);

Barus: — Você não matou a charada e quem fez os lobos correrem foi nossa pequena mão-leve... esse está mesmo um dia e tanto!

A porta se abria e todos entravam. Drogo se sentia calmo na presença do velho, porém Barus ainda não confiava nele. Isso não impediu que até mesmo o guerreiro de Gondor se espantasse com a riqueza e a arquitetura do lugar, assim como Ruby (que na verdade estava mais interessada na comida) e Drogo.

Barus: – Você deve conhecer muito bem os anões pra conseguir esse tipo de trabalho deles, não?

— Não exatamente, mas no passado esse local serviu como um refúgio temporário para o rei Dain e seus guerreiros. Fico feliz de saber que arquitetura os impressionou. Na primeira vez que vim aqui, contemplei essas paredes por horas.

Drogo: — Você tem uma coleção invejável. — disse, olhando para os volumes. — Ficaria muito feliz em passar um tempo por aqui para conhecer mais a fundo o que você reuniu aqui. Poderia me dizer se você tem alguma coisa a respeito dos Valar? Sou um estudioso dedicado especialmente aos assuntos referentes a eles.

— Os Valar são meu assunto favorito, meu caro. Tenho dezenas de volumes sobre eles, e se formos bem sucedidos, tem a minha palavra que poderá ler o quanto quiser — disse o velho, em um tom amistoso.

O velho logo ofereceu a mesa aos convidados, pedindo que eles se sentassem e aguardassem. O trio aproveitou a ausência do velho que fora pegar comida, para fazer os devidos comentários.

Drogo: — Acho que isso saiu melhor que a encomenda. — disse para Barus. — Se ele realmente puder ajudar, vai ser muito útil no nosso grupo. E Ruby — dirigiu um olhar mais ou menos sério para a hobbit. —, nada de surrupiar coisas de quem vai nos ajudar nessa. Entendido?

Ruby, relutante em seu interior, concordou com um aceno de cabeça e um sorriso inocente. Ela estava faminta demais para pensar em roubar algo, no momento.

Barus: — Não tenho experiência com magos,mas com gente desaparecendo de forma misteriosa temos de ficar espertos! Talvez ele seja confiável, talvez não... se alguém ver algo incriminador, fale uma frase com “lobo velho”.

Drogo não compreendia porque Barus estava tão desconfiado e pouco à vontade, mas percebeu que ele estava certo. Não fazia bem confiar tão abertamente em alguém que eles acabaram de conhecer. Ele e Ruby ouviram a ideia do código, mas nada disseram.

O velho então voltou com a comida, e espalhou um impressionante, farto e variado banquete na mesa. A comida dele era deliciosa, e todos comeram bem; principalmente Ruby, que "se acabou" à moda dos Hobbits.

Ruby: — O senhor mesmo que prepara a comida? Não me deixe sair daqui sem levar a receita dessa sopa comigo. - comentei de boca cheia.

— Como prova de boa fé em nossa amizade, lhe trarei a receita assim que tivermos acabado — o velho sorriu pela primeira vez de forma serena com o comentário da pequenina.

Recapitulação:
O velho então aguardou que todos terminassem e então os levou para a porta dupla com runas, dizendo que precisava mostrar algo a eles. Ou melhor, uma evidência, para que vissem com os seus próprios olhos.

Assim que a porta se abriu, um quarto sem absolutamente nada além de uma coluna no meio coberta por um pano se revelou. Thauromir então tirou o pano, revelando uma palantir.



-- Incrível, não é? Eu a achei a alguns anos, não muito longe de onde estamos agora. Mas não há tempo para isso. Venham!

Thauromir se concentrou na palantir erguendo sua mão. Seus olhos se fecharam e seus lábios começaram a murmurar levemente algumas palavras inaudíveis. Logo uma sucessão de imagens surgiu para o trio que encarava a pedra. Era possível ver um campo com algumas arquiteturas rústicas em uma clareira feita a mão, isto é, uma área devastada. Orcs e uruks corriam para todos os lados. Na imagem seguinte, era possível ver os reféns em uma espécie de poço pestilento. Eles estavam amarrados. Dentro do poço saia uma fumaça escura de cor azulada, impossível de se distinguir sua origem. Por último, um homem encapuzado aparecia gritando ordens para os orcs.



Drogo: — Seria isso um ritual? — conjeturou, depois de ouvir o que o mágico dissera. — Se ele está reunindo pessoas há tanto tempo, talvez esteja preparando um ritual ou coisa do tipo. Levaria tempo para reunir o número necessário de reféns ou mesmo para se ter a condição propícia para isso.

— Infelizmente meu rapaz, não posso te dizer com exatidão o que acontece, mas essa é uma hipótese que não deve ser descartada de forma alguma, pois pode ser mais provável do que imaginamos — o velho então termina a fala com uma carranca, mostrando um semblante cansado e preocupado.

Drogo se esforçou para captar algo da conversa, mas tudo o que ouviu foi uma gritaria simultânea de várias vozes roucas de timbres desagradáveis. Um escarcel feito por orcs, goblins e uruks berrando ao mesmo tempo. (OFF: Teste 01)

Barus: — Eu achava que todos os palantir estavam perdidos! — Seus olhos se arregalam ao ver o número de inimigos reunidos sob a liderança do mago maligno. — Devemos enviar um mensageiro ao exercito de Gondor! Um campo como esse deve ser destruído antes que eles possam escapar. Enquanto isso nos temos de ir na frente e verificar se há algum modo de libertarmos os prisioneiros. Qualquer coisa que esse mago estiver tramando deve ser impedida.

— Você tem razão, mas lembra-se do que houve com Khalinor, Barus? O povo de Gondor se tornou descrente, arrogante, incauto e negligente. Quem acreditaria em nós? Um de nós pode tentar alertá-los, porém creio que seja melhor fazermos isso quando tivermos provas concretas para mostrar a eles. Devemos antes investigar por conta própria. Não posso mostrar meu palantir a eles. Ele me é muito caro, e as autoridades do reino vão querer confiscá-lo!

Drogo: — Contamos com a sua ajuda para chegar até lá, Thauromir.

O velho então parou por um momento. fitando o nada, como se refletisse, e por fim, falou novamente.

— Vamos nos organizar e considerar nossas possibilidades. Um de nós pode tentar alertar Gondor agora, ou podemos fazer isso quando tivermos uma prova... talvez se resgatássemos ao menos uma pessoa desaparecida ela poderia ser nossa testemunha. Podemos partir agora ou podemos repousar aqui mais um dia e nos prepararmos melhor —ele provavelmente disse isso por notar o sono que Ruby sentia — Faremos de forma democrática, sim? Meu voto é partirmos agora, juntos. Me falem agora o que vocês preferem.  

Nessa hora aconteceu algo. Uma coisa que aparentemente somente Ruby havia notado (OFF: Teste 02). A pequena olhava o Palantir quando ninguém mais olhava, e a esfera emitiu um pequeno brilho, mostrando novamente o mago. Ele olhou Ruby nos olhos, e nesse momento a Hobbit nada pôde falar ou fazer, pois se sentia como hipnotizada. Ela, e novamente só ela, ouviu palavras sendo murmuradas em sua mente, como em telepatia, e embora ela não soubesse o significado, as palavras ficaram foneticamente  muito bem marcadas em sua mente. A frase dita fora: Yot Gith zaug Mat!

Ruby então voltou a si, e notou que o palantir nada mais mostrava. Os outros estavam pensativos, olhando o chão. Estava claro que ninguém mais ali havia notado o que tinha acontecido.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Sex Mar 27, 2015 3:24 pm

Então o velho também era um estudioso dos Valar. Drogo se lembrou dos poucos pergaminhos que tinha em sua bolsa, talvez o maior bem que tinha na vida. Encontrara-os em uma de suas caminhadas nos arredores de sua vila, num lugar que parecia um templo em ruínas. Quando tivesse tempo, mostraria sua pequena coleção para Thauromir e os dois poderiam conversar mais a respeito do assunto. O jovem não sabia como, mas conseguira conjurar uma espécie de magia mais cedo. Precisava saber mais sobre isso.

A conversa sobre o palantir deixou-o um pouco mais curioso. Não conseguiu decifrar o que dizia a figura encapuzada que aparecia ali, mas ficou imaginando o que poderia ser. Precisavam agir com pressa.

Também voto para irmos o mais rápido possível. — disse.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Dom Mar 29, 2015 1:27 pm

Barus observa as ações dos outros e ouve atentamente as respostas de Thauromir. Um nó se forma em seu estomago conforme a conclusão obvia se aproxima, e é Thauromir quem dá voz a esse medo: não há escolha correta ou boa nessa situação. Ou eles vão até o exercito de Gondor pedir ajuda, perdem tempo e talvez não ganhem nada com isso, ou eles atacam em menor número e despreparados...

--Também acredito que devamos ir investigar o mais rápido possível. Porém devemos fazer isso com extremo cuidado, eles são um pequeno exército e nos um pequeno grupo. Capturamos evidencias de sua atividade e talvez aproveitamos alguma oportunidade que surja. Depois fugimos o mais rápido possível. Ok?--




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Sab Abr 04, 2015 5:15 pm

Quando me vi com os olhos colados no palantir, todo aquela sonolência desapareceu, dando lugar a um transe o qual me bloqueava a fala ou sequer piscar os olhos.

Vi os olhos daquele mago, me encarando, e nada pude fazer para desviar aquela imagem dos olhos. Palavras surgiram em minha mente, como que cobiçadas por algo dentro de minha mente "Yot Gith zaug mat! "
Despertei de meu transe, olhando para meus companheiros. Eles estavam distraídos e apenas eu percebera aquilo. Mas as palavras continuaram nítidas em minha mente, como um eco daquela voz. Fechei a cara, chateada por não fazer ideia do que tinha acabado de acontecer e por ninguém estar prestando atenção naquilo, eles discutiam sobre partir agora para resolver o problema.

- Mas que diabos é Yot Gith zaug mat?
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Qua Abr 22, 2015 8:14 pm

Ruby escreveu:" — Mas que diabos é Yot Gith zaug mat?"

Drogo e Thauromir se viraram rapidamente e encararam a pequena com uma expressão de pavor nos olhos. Suas faces se tornaram pálidas e um arrepio percorreu suas espinhas. Thauromir tentou falar, mas sua voz gaguejou nas primeiras três vezes. Ele então respirou fundo, na esperança de que isso acalmasse os seus nervos e regulasse o seu batimento cardíaco que ficara irregular, com o que Ruby disse. Por fim, ele disse.

— Isso é uma frase da língua negra A tradução do que você disse é "Todos vocês devem morrer".

O choque que Drogo e Thauromir sentiam ao ouvir a pequena pronunciar aquela frase agora passou para ela e para Barus. O velho refletia sobre o que poderia ter acontecido, sobre onde a Hobbit poderia ter ouvido tal frase, mas logo se deu conta. Avançou rapidamente, com uma velocidade assustadora para um idoso, em direção  a uma prateleira e pegou um tecido de cor negra, bem espesso e de fibras fortes. Thauromir então enrolou o palantir com ele, fazendo um embrulho irregular e colocando em uma bolsa. Ele também colocou o seu diário pessoal, pena, tinta, mantimentos, livros e outras coisas, matracando desesperadamente enquanto arrumava a bolsa.

— Ele percebeu o palantir... Ele viu a pequena! Agora precisamos sair daqui o quanto antes, pois ele já sabe de nós! O palantir acabou nos sendo traiçoeiro. Vamos! Vamos agora, senão será tarde!

Thauromir pegou seu cajado e vestiu sobre as costas uma capa de cor azul, com um símbolo nunca visto pelo trio antes.

Símbolo:

O velho então pegou uma bolsa com uma quantidade grande de peças de ouro, forneceu comida e água fartamente para o trio, que puderam forrar suas mochilas com a deliciosa comida de Thauromir e água fresca. Sem perda de tempo, o velho abriu a porta pronunciando novamente a resposta ao enigma, e saiu esbaforido, quase aos trambolhões, recuperando a calma quando pisava novamente na grama. Aparentemente só de ter saído de sua casa já se sentia muito melhor, falando agora mais calmo.

—Nosso destino é a floresta das trevas. Estamos todos de acordo em prosseguir imediatamente e investigar o que aquele bruxo faz com os cativos lá. Nosso objetivo principal é resgatá-los. Existe algum termo ou condição que devemos discutir antes de partirmos? Devo lembrá-los que ainda estamos próximos da cidade, portanto se alguém precisar comprar ou fazer alguma coisa antes de partirmos, a hora é essa.

OFF: Se desejam comprar equipamentos ou fazer qualquer outra coisa, declarem aqui neste momento.

destino:

— Creio que a melhor coisa é chegarmos primeiro em Rohan, já que são aliados de Gondor haverá segurança em nossa viagem, ao menos por um tempo. Talvez se contornarmos a fronteira por Osgiliath podemos ganhar tempo.

Thauromir conduzia o trio atrás de si pelas terras de Gondor em direção à fronteira, onde estava Osgiliath. O grupo em uma marcha rápida conseguiu atingir Osgiliath sem problemas, porém a noite se aproximava, e então Thauromir sugeriu a primeira parada quando o grupo já adentrava Dagorlad.

Dagorlad:

A noite estava calma, fresca e a lua brilhava forte no céu estrelado. Próximos a uma pequena colina, o grupo acendia uma fogueira e comia alguma coisa. A planície era desolada. O local era escuro e por onde se olhava as sombras das montanhas sinistras se projetavam para ampliar a penumbra. Não se podia enxergar mais nada dois metros a frente. Ao menos não estava frio.

A noite avançou e o sono começava a pairar sobre o grupo. Thauromir adormeceu rápido. O velho parecia mesmo muito cansado.

OFF: Espaço para conversas, explorações do ambiente, planejamentos, etc.

Cerca de quarenta minutos após o velho mágico adormecer, ouve-se no escuro um grito alto de dor e pavor, prolongado e agudo, de gelar a espinha. Thauromir acorda em um sobressalto, com os olhos arregalados.

— O que?! Que diabos foi isso?!

Uma brisa gélida passa de repente, sem nenhuma explicação, quase apagando a fogueira.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Ter Maio 26, 2015 2:26 pm

Barus ouve a declaração de Ruby e a explicação de Thauromir sobre o Palantir, e percebe a gravidade da situação.

- Nossa maior vantagem era agilidade e surpresa. Será que ele percebeu que estamos indo até seu acampamento? Se ele tiver, então nossa missão se tornou muito mais difícil...- Barus olha para Thauromir  para ver se o velho lhe confirma a suspeita de que o mago negro sabe da vinda dos aventureiros.

Depois de falar, a prioridade é se arrumar rápido e sair da casa. Barus etá sempre pronto para viajar, e rapidamente enfia tudo que é necessário em sua mochila, estando quase imediatamente pronto.

Durante a viagem o ranger se mantém a frente do grupo e atua como guia, procurando os melhores e mais discretos caminhos. O medo de que o feiticeiro maligno tenha espiões o faz ser cauteloso, sempre procurando manter o grupo discreto. Normalmente ele viajaria conversando e tentando descobrir coisas novas sobre a região, mas dessa vez a viagem é tensa e quieta.

------------------

Apos montado o campamento, Barus se vira para os outros - É importante mantermos vigilância durante a noite. Eu ficarei as primeiras duas horas, Ruby e Drogo podem escolher seus turnos. - Ele não menciona Thauromir  na escala de vigas noturnos, imaginando  que o homem mais velho vai precisar de seu sono...

Após o velho adormecer acontece dos aventureiros ouvirem um grito terrível. Barus saca sua espada e fala com os outros - Acordem! Algua coisa etá errada.-




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Ter Maio 26, 2015 11:16 pm

Drogo ficou estarrecido ao ouvir as palavras de Ruby. De alguma forma, aquilo tinha escapado aos seus olhos e aos olhos do mago. Muita coisa andava escapando de seus olhos nos últimos tempos, e isso não era uma coisa boa. Assim que os quatro decidiram ir embora, ele arrumou tudo o mais rápido possível, guardando seus livros e checando sua besta antes de sair. Antes de irem para longe dali, pensou que talvez fosse bom poder voltar para lá e estudar por um tempo sobre os Valar.

Andaram por algumas horas, com Barus sempre à frente do grupo, atuando como guia. Drogo mantinha a besta ao alcance da mão, sempre atento aos detalhes. Procurou algumas ervas medicinais pelo caminho, porque talvez precisasse delas. Guardou tudo em sua bolsa e torceu para que não fossem usadas durante um bom tempo.

Resolveram acampar quando a noite chegou. Drogo ajudou a montar as barracas e tentou comer alguma coisa.

Pare de mexer nessas panelas, baixinha. — disse, olhando para a hobbit. — uma fogueira aqui só vai atrair atenção indesejada.

Eu ficarei com as duas primeiras horas. — disse Barus para eles, mantendo o velho de fora. — Vocês podem escolher seus turnos.

Vigio depois de você, Barus. — respondeu, e tratou de arrumar algum canto para dormir. Manteve a besta por perto, apenas por precaução.

Quando o grito soou pela floresta, Drogo acordou num sobressalto. Olhou para os lados, e encontrou apenas o amigo guerreiro por perto, de espada já sacada. Esperou pelo pior.

De onde vem isso? — indagou para o companheiro, depois pegou a besta. Sacudiu Ruby para que ela acordasse. — Acorde, sua hobbit preguiçosa. Precisamos de alguém discreto para nos ajudara averiguar isso.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Qui Maio 28, 2015 10:56 pm

De repente aquelas palavrinhas estranhas havia deixado todo mundo em pânico. Não eram palavras muito amistosas, realmente, mas quem garante que era aquilo mesmo que o velho tinha traduzido? E se Yot Gith zaug mat fosse um convite para um belo banquete na casa daquele senhor que vimos? Vai ver ele tinha levado a moça desaparecida pra casa dele pra comer, ora. Quem não faz isso? Faz todo o sentido. Não faz? Não. Meus amigos estavam agitados demais pra ser tão simples.

Tratei de arrumar minhas coisas rápido, pois íamos partir logo. Era urgente. Confesso que, no meio daquilo tudo, de garota perdida, ataque de lobo, bebida e um porco suculento, eu havia perdido um pouco a noção do perigo e do que estávamos lidando.

Acampamos a noite. Comemos, e fiquei contente em poder ajudar com minhas panelas e meus conhecimentos na cozinha. Drogo sempre pegava no meu pé. " Pare de mexer nessas panelas, baixinha. Uma fogueira aqui so vai atrair atenção indesejada. " Mostrei a língua e ignorei o comentário.

Depois, adormeci. Acordei assustada, com Drogo me chacoalhando. Algo grave deveria ter acontecido. Levantei sonolenta, ainda tentando entender a situação. Um grito vindo da floresta, apavorante. Precisávamos checar o que era aquilo. Acompanhei meus companheiros, cuidadosa, com uma mão na adaga e os olhos em qualquer detalhe que poderia ser útil.

#teste observar
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Sab Maio 30, 2015 3:00 am

Spoiler:
TESTE 01:

Drogo Testa Sobrevivência (+1), NA 10, para detectar possíveis ervas medicinais, e tira: 11 (2d6=10 +1) - SUCESSO

TESTE 02:

Drogo Testa Saber (Natureza, +4), NA 7, para identificar as ervas encontradas, e tira: 13 (2d6=9 +4) - SUCESSO


Thauromir e o trio saíram às pressas do esconderijo. O velho mago estava evidentemente aflito, e com muita ânsia de sair de lá logo. Ao que tudo indicava, o bruxo maligno, de alguma forma, havia detectado o quarteto que o o espionava; era só uma questão de tempo até alguma criatura odiosa ir ao encontro deles.  Embora Thauromir fosse o condutor, Barus se mantinha à frente, analisando o terreno, atento a qualquer perigo que pudesse surgir subitamente. Ninguém falava muito. A tensão estava sobre o grupo.  Drogo mantinha sua besta pronta, empunhada, enquanto explorava o terreno à procura de ervas. Ele detecta duas plantas interessantes. Uma é uma espécie de cogumelo branco, que produz um antídoto capaz de neutralizar um bom número de venenos. E outra é uma raiz arroxeada, bem escura e difícil de cortar, que produz um veneno perigoso que causa paralisia e dano nos nervos.  Ruby mantinha o passo leve e rápido, mas era a que mais aparentava tensão no olhar.

Depois de uma jornada a pé de algumas horas, depois que todos pegaram mantimentos e equipamentos apropriados como o tempo permitiu, a noite caiu. Era uma noite fresca, embora o céu parecesse vazio e mais escuro do que o de costume. Thauromir ferrara no sono assim que deitou, deixando evidente o seu estado abatido. Talvez ele já não tivesse mais idade para longas jornadas e aventuras desse porte.

O grupo se organiza. Barus sugere a necessidade de vigia, pegando o primeiro turno. Drogo se oferece para ir rendê-lo após duas horas, deixando Ruby com o terceiro turno. O trio decidi deixar Thauromir dormir, já que ele se encontra bastante abatido e cansado.  

O grupo come algo rápido. Embora o clima não estivesse ruim, a atmosfera do local era incômoda. Drogo ralha com Ruby por causa das panelas, mas a hobbit não faz muito caso do que lhe é dito. Após comerem, todos se deitam, exceto Barus, que se mantêm atento, se preparando para fazer a vigia.

Se passa uma hora de puro silêncio. Barus estava sentado no chão, de pernas cruzadas, ora olhando o céu e as montanhas negras, ora olhando os amigos que dormiam profundamente.

-- Eles não acreditam... Eles nunca acreditaram... Vou mostrar... Vou mostrar que é verdade...

Barus escuta a voz de Thauromir. O velho falava enquanto dormia. Talvez estivesse
sonhando. O vento repentinamente se torna mais forte e gelado, e o assoviar das lufadas passam pelas orelhas do guerreiro, que olhava ao redor do acampamento improvisado.

Drogo escreveu:— De onde vem isso? — indagou para o companheiro, depois pegou a besta. Sacudiu Ruby para que ela acordasse. — Acorde, sua hobbit preguiçosa. Precisamos de alguém discreto para nos ajudara averiguar isso.


Thauromir escreveu:— O que?! Que diabos foi isso?!


O grito que ecoou assustou Barus. Thauromir e Drogo acordaram na hora, em um sobressalto simultâneo. Apenas Ruby continuou dormindo. Ela logo foi chacoalhada por Drogo, acordando mau-humorada e sonolenta, com Drogo explicando as preças o que tinha acontecido. O vento se tornou ainda mais forte e gelado, chegando a apagar o pouco que restava da fogueira do acampamento.

O grupo se pôs de prontidão, e todos cautelosamente se aproximavam de onde o grito havia ecoado. Ruby por ser a mais rápida e discreta, ia na frente, com seus passos silenciosos. Ela havia tomado uma distância considerável dos demais quando encontrou algo, que a fez instintivamente se esconder para não ser vista, tendo seu gesto imitado pelos demais. Eles encontram um caminho estreito feito de rocha. Entre alguns trechos, as rochas são mais salientes, o que proporciona cobertura e esconderijo momentâneaos.

Spoiler:
TESTE 03:

Ruby testa Observar(+3), NA 14, para detectar algo suspeito, e tira: 14 (2d6=12 +3) - SUCESSO



A hobbit vê um homem caído no chão. Ele aparenta ser um viajante e está sangrando muito.  Seu corpo emite alguns espasmos, e ele tenta falar algo, mas apenas gemidos incompreensíveis saem de sua boca, como se tivessem lhe arrancado a língua. O sangue ao redor do corpo se aumenta e escorre em várias direções. Os olhos da hobbit também detectam sombras estranhas nos arbustos. Elas não sabem quantas são, mas ao menos três delas estão lá. Tudo indica que é uma emboscada.

OFF: Ruby é a única que sabe disso. Ela está alguns metros na frente dos demais, que estão escondidos atrás de uma rocha grande, e ela, em uma rocha menor. Ela está de frente para uma curva onde se pode ver o homem caído, que está no fim do caminho estreito rochoso, onde começa uma clareira.

Ruby não pode usar a voz para explicar o que está acontecendo, pois ela está mais longe e teria de gritar e isso delataria a posição de vocês na mesma hora.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Ter Jun 09, 2015 11:36 pm

O homem gemia de dor, e palavra alguma saia de sua boca embora tentasse falar algo. Estava coberto por sangue e senti toda a comida dentro do estômago revirar. Senti um forte impulso de ir ajudar, se não tivesse percebido logo em seguida sombras nos arbustos, como que uma armadilha.

Olhei para trás, estava afastada de meis amigos. Olhei ao redor, em busca de algo que me ajudasse a resolver o problema. Teria que voltar alguns passos para avisar meus companheiros do que estava acontecendo. Antes disso, vasculhei todo o cenário novamente com os olhos, sem tirar a mão da adaga.

#teste furtividade

Iria voltar silenciosamente pelo mesmo caminho e avisar meus amigos. Eles saberiam como agir.
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Dracone

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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

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