Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

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Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Ter Nov 25, 2014 8:47 pm


Era uma manhã de inverno incomum no famoso refúgio élfico de Valfenda. Fora o frio, que nunca fora ali tão forte desde então, nada havia ali que pudesse intrigar, tampouco preocupar quem quer que fosse. A Quarta Era fora proclamada como a Era da Harmonia, da Paz e da Prosperidade para todos os povos livres, e assim estava sendo. Desde o fim da Guerra do Anel, todos os povos partilhavam não somente riquezas, mas verdadeiros laços de amizade, eternizados pela lendária Sociedade do Anel, que agora já não mais existia.

Valfenda sempre fora uma generosa acolhedora dos elfos nômades e seus aliados, e naquela manhã de frio e muita neve havia ali um elfo em especial. Seu nome era Lorsan, e ele era um grande mago, poderoso e conhecido entre o seu povo. Lorsan havia aceitado a hospitalidade de Valfenda até o fim do inverno, e um dia antes da sua partida ele vagava pelas construções, maravilhado com a beleza do tão famoso refúgio. Enquanto caminhava pelo porto, percebeu que o gelo do inverno já se derretia na água, mas havia algo de especial dentro de uma grossa crosta de gelo que flutuava mais longe dos barcos... algo que parecia emitir um brilho estranho, diferente de tudo o  que ele já havia visto. Lorsan nadou na água congelante até alcançar a crosta de gelo, e a partiu usando uma adaga. Dentro do gelo, havia dois cristais brutos. Um era de cor amarela, do tamanho da cabeça de um homem, e o outro era de cor verde, como uma esmeralda, comprido e grosso, do tamanho de um braço de um homem. Ao partir, ele levou consigo os cristais.



Alguns dias depois, ele havia chegado na floresta velha, e lá, ele construiu uma pequena cabana, podendo ter um local onde pudesse estar longe dos grandes reinos e sociedades, obtendo paz para seus estudos e leituras. Ele estava intrigado com os cristais que havia encontrado, e passou a estudá-los. Para a surpresa dele, enquanto segurava o cristal amarelo, ele pôde ver claramente a imagem de uma cratera se abrindo. Ele não sabia onde, mas viu claramente algo como fogo sair dela, e sentiu um poder extremamente maligno saindo daquela cratera. Sem perda de tempo, ele lapidou o cristal amarelo, fazendo ele se tornar uma esfera perfeita. Estava claro para ele que aquele cristal mostrava visões do passado, do presente e do futuro, embora sua origem fosse desconhecida. A próxima visão que ele teve era de uma espada de cristal. Uma espada de cristal verde. Ele logo entendeu que deveria forjar uma espada do outro cristal que encontrara, e a seguir, apareceram letras. Eram frases escritas em Sindarin, que traduzidas para o idioma comum dizia:

"Esteja pronto para usar a espada quando a hora chegar, mas esteja ciente de que o seu próprio sangue terá de derramar".

Ele então correu pegar papel e pena para anotar o que a esfera mostrava, e se preparou para anotar mais frases que já se formavam em seguida no cristal...


______________________________________________________________________________________________________________________________________________________

AVISO!

Aqui está o link do tópico off da crônica para dúvidas, críticas, sugestões, choradeiras, ameaças de morte, marcar treta na rua, datas de encontros para procriar, etc.


Última edição por Blodtørstige Warg em Seg Dez 29, 2014 11:27 am, editado 2 vez(es)
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Qua Nov 26, 2014 8:12 pm

OFF: Bom, para agilizar a nossa brincadeira, resolvi postar logo considerando que dois dos três jogadores optaram por começar com o grupo já unido, assim podemos adiantar as coisas. Bom jogo, e espero que gostem da trama.

Início da Quarta Era. Seis anos após o fim da Guerra do Anel...

Gondor, o mais famoso reino dos homens, também conhecido como "Terra de Pedra", havia prosperado muito desde o fim da ameaça do Senhor do Escuro. Aragorn não havia mostrado ser apenas um guardião e um guerreiro impecável, mas também um sábio e justo rei. O povo amava Aragorn, assim como Aragorn amava seu povo. E assim, Gondor havia permanecido em paz durante seis anos, quando então novos problemas apareceram...


Naquela manhã de Março, mais especificamente no dia 17, Osgiliath, a mais famosa cidade de Gondor, estava agitada. Muitos forasteiros estavam ali de passagem nas diversas tabernas e pousadas. Haviam punhados de todos os povos livres caminhando pelas ruas. Alguns só estavam ali procurando comida e repouso, outros estavam atrás de aventura.

Havia uma taberna recente em Osgiliath, construída a apenas três anos. Seu nome era "O Marinheiro da Meia-Noite". Era famosa por abrigar grupos de forasteiros compostos de vários povos, e dentre esses grupos havia um em particular, composto por dois homens e uma carismática hobbit. Embora tivessem se unido por razões diferentes, eles tinham uma meta em comum: resolver o mistério das pessoas que estavam desaparecendo em Gondor. Drogo era um mestre da sabedoria. Um rapaz humilde e gentil, cujo desejo é obter mais conhecimento para combater o mal do mundo. Ruby era uma graciosa e gatuna hobbit, cujo desejo por aventura a impulsionou a deixar sua vila e viajar pelo mundo, na esperança de conhecer a vida além do seu povo. Por último, havia Barus, um guerreiro nativo de Gondor, que dedica bravamente sua vida na caçada de monstros e de todos os seres que representam o mal. Ruby fez amizade facilmente com Drogo, convencendo este a levá-la em sua jornada. Logo depois, eles conheceram Barus, que, após alguma argumentação, concordou que seria útil ter uma gatuna e um mestre da sabedoria como auxiliares em sua luta. Já fazia dois dias que Ruby e Drogo haviam conhecido Barus. Após terem se estabelecido, o grupo resolveu iniciar sua jornada. Aconselhados por Barus, o trio foi até uma das tabernas mais movimentadas da cidade, na esperança de encontrarem pistas a respeito dos desaparecidos.

"O Marinheiro" estava bem cheio, como era de se esperar, mesmo naquela hora. Muitas pessoas comiam fartamente, e algumas já aparentavam até mesmo estarem embriagadas. O grupo resolveu chegar discretamente e entrar no assunto aos poucos. Eles chamaram Filgron, o garçom, pediram uma mesa, três cervejas e alguns petiscos. Foi após cerca de dez minutos, quando Barus se preparava para abordar o garçom, que algo aconteceu.

* Brum! *

Alguém havia aberto a porta com violência, gritando más notícias.

-- Aconteceu de novo! Aconteceu de novo! Eliel, filha de Hanor, desapareceu!


O alvoroço se iniciou quase que imediatamente. Todos que ali bebiam e comiam, se reuniram ao redor do homem para obter mais detalhes. Os três se entreolharam, sabendo que era a hora de começar a agir.

OFF: Início leve. Podem interpretar melhor como se conheceram, adicionem diálogos na mesa. Coloquem a versão de vocês sobre por que estão ali, juntos, como se cada um escrevesse um diário. Vai ser divertido ver vocês narrando suas respectivas impressões. A jogada inicial é totalmente livre.


Última edição por Blodtørstige Warg em Qui Nov 27, 2014 12:13 am, editado 1 vez(es)
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Qua Nov 26, 2014 9:09 pm

Diário de Viagem:

Faz algumas semanas desde que me despedi da família e de casa para me jogar em uma aventura e conseguir mais conhecimentos. Não me agrada passar o resto da vida com os parcos conhecimentos que consegui nas andanças nos arredores da pequena vila onde nasci e me criei. Portanto, despedi-me da família e dos amigos e ganhei a estrada, ansioso pelo porvir. Daqui, consigo apenas imaginar o que estarão fazendo a uma hora dessas em minha terra.

Dois dias na estrada e fiz uma pequena parada em Bri. Lá, depois de quase ser roubado, conheci uma pequena hobbit chamada Ruby Tuk. O sobrenome me remete à famosa família da qual o famoso Bilbo Bolseiro e seu sobrinho Frodo descendem. Reconheço que o pouco dinheiro que tinha me era muito valioso, e o mais justo seria entregar a pequena para as autoridades locais — ainda que minhas dúvidas sobre a existência de uma milícia ou qualquer coisa do tipo fossem muitas em Bri. Entretanto, acabei dando atenção à sua história, onde Ruby manifestou desejo de viver aventuras longe do Condado, como Bilbo, Frodo, Samwise, Pippin e Merry. Isso foi o suficiente para que eu a convidasse para me acompanhar. Não preciso dizer que ela não pensou duas vezes para aceitar o convite.

Entre aceitar o convite e ficar realmente pronta para a viagem, Ruby me fez esperar dois dias. Hobbits não são conhecidos por serem uma raça aventureira, e a falta de habilidade em arrumar sua bagagem deixou isso bem claro. A menina fez uma bolsa muito maior do que poderia carregar, o que me custou algumas horas para instruí-la devidamente sobre o que seria necessário ou não. Não consegui convencê-la a deixar o conjunto de panelas que ela insiste em levar, dizendo que todo hobbit que se prese faz seis refeições ao dia, religiosamente. Apesar do atraso, minha nova amiga mostrou que sabe cozinhar muito bem. Suas habilidades culinárias serão muito bem vindas nesta jornada.

Partimos, finalmente. Andamos durante dias, enfrentamos as mazelas do tempo e da natureza, ouvimos muitas histórias e ajudamos algumas pessoas no caminho. Em uma pequena vila, ainda em Eriador, encontramos uma caravana de mercadores que estava a caminho de Gondor. Fomos convidados a acompanha-los, depois que usei meus conhecimentos curativos para tratar das feridas de um dos cavalos que puxava a carruagem. Flagrei Ruby olhando com olhos cobiçosos para as bolsas de moedas que o mercador carregava, mas não sei se ela o aliviou de tal peso ou não.

Um dos guerreiros que escoltava o mercador, Barus, disse-nos que desejava sair em aventuras. Acompanhar aquele mercador era um começo. Levei um tempo, mas consegui convence-lo a nos acompanhar depois de findar seu serviço. Barus me contou que recentemente caçou e matou um lobo gigante. O relato me faz lembrar dos wargs que a Sociedade do Anel enfrentou em sua jornada. Se as histórias que contam sobre eles são verdadeiras, temo que seus esforços podem não ter erradicado a influência da Sombra em nosso mundo.

Drogo fechou o diário com a pena presa no meio assim que colocou o último ponto final. A taverna estava cheia, com garçons andando por todos os lados, bandejas cheias de bebidas e gente embriagada pelos cantos. Não estava acostumado com aquele tipo de clima, uma vez que as tavernas que haviam no Norte eram um pouco menos cheias que aquela. No entanto, aquilo não o incomodava. A curiosidade era maior do que o incômodo.

Muito bem, pessoal — disse, assim que as bebidas chegaram. O garçom lançou um olhar curioso para Ruby, atrás de uma caneca de cerveja que quase a escondia. Porém, não disse nada. — Precisamos começar por algum lugar. As aventuras não virão até nós e, se querem saber, esta taverna pode ser o começo da nossa jornada. Tem ouro e fama nos esperando aqui, em algum canto.

Ruby pareceu gostar da ideia. Rindo e balançando as pernas no ar, ela quase parecia uma criança. Isso já começava a render alguns olhares de reprovação para os dois adultos. Não que Drogo fosse um exemplo de maturidade — na verdade, só tinha vinte e dois anos. Mas a hobbit não era considerada adulta pela sua raça, que só alcançava a maturidade aos trinta e três anos. Segundo o que ela lhe contara, estava passando por um período de irresponsabilidade que os pequenos costumavam chamar de vintolescência. Isso a deixava ainda mais parecida com uma criança.

Barus foi falar com o garçom, verificar se havia alguma coisa acontecendo. Levantou-se da mesa e caminhou alguns passos. No entanto, não houve tempo para completar o ato. A porta da taverna se abriu bruscamente. Alguém gritou que a filha de Hanor tinha desaparecido. Uma rápida troca de olhares mostrou que aquele era o momento para agir.

Levantaram-se — Ruby, na verdade, apenas pulou do banco —, abrindo caminho entre os curiosos que cercavam o homem pedindo por mais detalhes. A cacofonia era insuportável, mas Drogo não ligou para aquilo. A curiosidade era maior. Empurrou alguns para o lado, pisou em alguns pés, aproveitou-se da força de Barus para alcançar seu objetivo. A hobbit chutava canelas e passava entre as pernas das pessoas, facilitando sua vida. Por fim, chegaram ao centro da roda, onde o homem se encontrava, gritando com todos e parecendo desesperado.

Bom dia, senhor. — disse ele. — Meu nome é Drogo, e estes são meus amigos Barus e Ruby. Nós somos aventureiros, e podemos ajudar.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Qui Nov 27, 2014 11:34 pm

Desde o dia em que coloquei os pés para fora da Vila, enfiei-me em alguns episódios engraçados. E, bem lembrado agora, devo ser um pouco mais cuidadosa quando encontrar algum senhor por aí e tentar roubá-lo. Mas roubar é uma palavra meio forte. Prefiro acreditar que estou fazendo um favor a algumas pessoas, livrando elas de coisas que ela não precisam sem nem darem conta de que seus bolsos foram esvaziados. No caso de Drogo, o humano que tentei roubar, ele realmente necessitava daquelas moedas. E se ele não tivesse me ameaçado com uma cara feia, me fuzilando com os olhos e agarrado em meu rabo de cavalo quando tentei fugir, eu até teria ficado com consciência pesada de ter tentado roubá-lo. Mas aposto que ficou até com alguns fios entre os dedos e, se não tivéssemos feito um acordo, tentaria roubá-lo de novo por pirraça.

Contei-lhe meu sonho de viajar por aí e me meter em aventuras, conhecer todo tipo de gente, todo tipo de festa, bebida e comida. Um sonho. Assim como o dele era obter conhecimento... de sei lá o que. Pra mim não adianta estudar tanto com barriga vazia e a boca seca. Mas, todos temos sonhos. E foi com essa frase de efeito que apelei para a bondade dele em me levar junto em sua jornada. Carregaria minha casa nas costas, mas Drogo logo cortou minha graça. Mas minhas panelas vão. E ele iria agradecer por isso mais tarde, porque onde me faço presente, nenhum estômago ronca. Fato.

Depois de alguns dias, juntamo-nos a Barus. Fiquei muito feliz com sua companhia, afinal, os banquetes poderiam ser maiores. E, quanto mais gente, melhor seriam as nossas comemorações depois de algum dia fazendo boas ações por aí, enfrentando algum perigo e levando a melhor no fim do dia. Bom, pelo menos eu havia levado a melhor naquele dia, depois de conhecer o mercador e suas sacolas de moedas. Ah. Não vai fazer nem falta. Veio até uma bonita pedra junto com as moedas, com certeza deve valer muito dinheiro.

O lugar que nos encontrávamos agora era barulhento o movimentado, me fazendo sentir mais pequenina ainda diante de toda aquela andança num lugar tão pequeno. Tratei de aproveitar minha bebida que o garçom acabara de trazer e tratar de me encher a barriga com ela. A proposta de aventura de Drogo me causava espasmos de alegria e minha vontade era pular e gritar ali mesmo que estava em uma jornada. E seria tão épica quanto dos meus antepassados, ah, pelo menos em meus sonhos era.

Parte do ouro já está comigo. — brinquei e caí na risada. Provavelmente não acharia engraçado, visto ser uma piada interna. A não ser que tenha me visto furtar as moedas do mercador. — Estou ansiosa por aventuras, todos nós estamos, não é mesmo, Barus? Um guerreiro com boas histórias pra contar como as suas deve estar com o sangue fervendo para entrar em ação, não? — perguntei, sorrindo e bebendo.

Mas, no alvoroço de algum homem escandaloso que entrara brutamente pela porta, quase me fazendo derramar a cerveja na manta, ficamos sabendo que alguém havia desaparecido. Parecia ser alguém importante. Minhas bochechas esquentaram e meus pés formigaram de ansiedade de fazer algo. E quando notei, meus companheiros já estavam tomando providências para saber do caso. Corri atrás deles, pronta para embarcar na aventura misteriosa que poderia ser aquele desaparecimento. Coisas assim sempre me inspiravam imaginar histórias perigosas e emocionantes. Drogo logo nos colocou à disposição para ajudar. O homem não pareceu valer muito minha presença pequenina quando Drogo me apresentou, mas olhei-o com o nariz empinado e forte determinação.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Sex Nov 28, 2014 11:47 pm

Barus havia acabado de matar o grande lobo. A fera caída no chão, com a boca escancarada vazando um pequeno rio de sangue. O guardião jogado sobre uma pedra, ferido e respirando com dificuldade. Isso tudo por que ele havia 'apenas' levado uma dentada de raspão... e ele estava cansado. Muito cansado.

A armadilha tinha sido até simples. Um homem (Barus) sozinho andando de noite de uma casa ate a outra, por um caminho já previamente escolhido. Nessa caminho ele havia cavado, com ajuda de alguns moradores locais, um buraco. Nesse buraco havia uma grande estaca de madeira apontando para cima e uma rede com folhas o tapava como camuflagem.

Esse dia era dia do monstro ter fome, pelo que Barus já havia percebido. Ele se pôs a caminhar pelo escuro como isca, percebeu quando estava sendo seguido, e correu para onde a armadilha estava. Chegando la ele conseguiu saltar por cima do buraco, e a fera não. Ele sentiu uma grande felicidade, havia matado a criatura!

Ou não... o lobo pulou para fora do buraco, mesmo com a estaca firmemente fincada em seu peito, e atacou o guardião. Barus sacou sua espada  e se defendeu como pode. Alguns homens das casas próximas ouviram o barulho e tentaram ajudar, dois morreram. No final Barus cravou sua espada no monstro apos se agarrar em suas costas e enfim ele morreu.

...meses depois...

Os três companheiros chegam a Osgiliath e logo vão para "O marinheiro". Barus sorri enquanto observa seus companheiros de viagem. Ter eles por perto pode ser inconveniente em algumas situações, porém viajar sozinho seria muito ruim... esse aspecto da vida de guardião nunca lhe caiu bem.

Eles conseguem uma mesa para sentar, um feito e tanto, que foi facilitado pelo porte avantajado de Barus e pela agilidade de Ruby em agarrar a primeira mesa a se esvaziar. Drogo logo começa a escrever em seu diário, e Barus tem certeza que ele esta falando sobre sua discussão quanto ao lobo ter sido ou não um warg. Barus concorda que isso é bem possível... porém o nível de maldade e de crueldade pareciam maiores.

Barus ouve a brincadeira de Ruby — Parte do ouro já está comigo. — e já começa a rir. "Não nos meta em encrenca tão rápido pequena! Temos de conseguir informação antes de mais nada." ele vê a cara que ela faz e já se adianta "e comida também, eu sei."

Nesse momento um homem entra na taberna fazendo grande alvoroço, e Barus imediatamente reconhece a oportunidade. Não havendo chance de ser discreto ele simplesmente se move na direção do homem e abre caminho para Drogo. Ruby parece não precisar de ajuda ao se enfiar por quase qualquer brecha e avançar rapidamente. Ao chegarem até o homem ele deixa Drogo falar. Barus presta atenção em tudo que ocorre ao redor deles. essa é uma hora importante de evitar surpresas e garantir a segurança do grupo.




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Seg Dez 01, 2014 2:08 pm

Spoiler:
Barus faz um teste de reconhecimento usando a Perícia saber reino (gondor), contra um NA 9, obtendo: 6(2d6) +3 (perícia Saber) +1 (Renome de Eliel), Total de 10 (Sucesso)

Barus se lembra de Eliel. Mesmo em um reino tão grande, ela se destacava por sua beleza, longos vestidos e um amor incontestável pela natureza. Ela é uma jovem graciosa e gentil. Um misto de raiva e preocupação toma o seu coração.

-- Aventureiros? -- diz o homem ofegante a Drogo -- Ah, sim. Aventureiros não faltam aqui, mas precisamos mais do que isso! Até onde isso vai? Quantas pessoas já sumiram?!

Uma das pessoas da taverna rudemente diz ao homem que drama não vai resolver nada, e que ele deveria usar o fôlego que lhe restava para dar mais informações a respeito do desaparecimento da garota. Sem alternativas, o homem assentiu com um aceno de cabeça.

-- Você tem razão. O pai dela, que está uma pilha de nervos, é claro, disse que a viu pela última vez colhendo flores próxima às matas cinzentas, indo em direção as montanhas brancas!

OFF: Por questões de direção, vamos relembrar aqui que Osgiliath foi construída sobre Anduin, "O Grande Rio", que fica ao leste de Gondor. Caso precisem se situar melhor, vejam o mapa abaixo.

Spoiler:

Sem perda de tempo, a multidão deixou a taverna correndo em direção ao rio, sendo seguida pelo trio de aventureiros. Houve um grande alvoroço na cidade. Pessoas se juntavam a multidão cada vez mais ao ouvirem os gritos "Eliel desapareceu perto das matas cinzentas!". Não demorou muito para que todos chegassem ao rio, após algum tempo de caminhada. Aqueles que foram a cavalo obviamente chegaram muito mais rápído e começaram a busca antes de todos, gritando o nome da garota e procurando por pistas. O trio chegou um pouco cansado junto com a multidão que se deslocou a pé. Eles estavam diante da entrada das matas cinzentas, vendo todos adentrarem empunhando tochas e espadas, procurando pela garota. Cada um no trio pensava no que fazer e como agir, e tinham que agir rápido.

OFF: Vocês estão na entrada das matas cinzentas. Como vocês vão prosseguir é livre.

OBS: O mapa por ser muito grande ficou cortado na janela de spoiler, então para ver as minhas alterações, cliquem com o botão direito na imagem e cliquem em "abrir imagem em uma nova aba/guia".
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Seg Dez 01, 2014 2:52 pm

Os três chegaram na entrada da floresta depois de uma caminhada considerável. Já havia muita gente ali, andando e procurando pela garota perdida e Drogo tinha certeza que elas iriam atrapalhar mais do que ajudar. Mas não havia muito o que se fazer, infelizmente. O jovem olhou para a floresta, depois para seus companheiros. Precisava encontrar logo uma forma de começar aquela busca, e gritar pela garota não ia adiantar em nada.

Deu alguns passos em volta e procurou por algum arbusto ou local onde as flores estivessem em maior quantidade. Provavelmente a garota tinha começado a colher flores ali antes de se perder. E caso encontrassem, aquele seria o melhor lugar para começar a rastreá-la. Drogo só torcia para que as pessoas não tivessem obstruído o local.

Bem, pessoal, hora de começar. — disse, olhando para a mata. — O homem disse que ela foi vista pela última vez colhendo flores por aqui. Precisamos descobrir qual a localização exata onde ela fez isso antes. Talvez um arbusto em especial.

[OFF: Quero um teste de Percepção para encontrar algum arbusto onde ela pode ter ficado colhendo as flores. Caso o teste seja bem sucedido, segue o post com o que vem abaixo.]

Depois de encontrar o local, Drogo se dirigiu para lá e analisou o lugar com um olhar atento. Não era um grande entendedor de sobrevivência, mas com sorte, poderia encontrar qualquer sinal que indicasse que a garota esteve ali alguma vez.

Barus, você rastreia melhor do que qualquer um aqui, então acho melhor que você nos guie pela floresta atrás dos sinais dela. Eu e Ruby vamos te ajudar.

Sacou a besta e a deixou pronta para o ataque, com um virote pronto para ser disparado em caso de emergência. Com o guerreiro concentrado em encontrar rastros de Eliel, alguém precisava estar pronto para o caso de alguma ameaça.

Ruby, fique atenta. — disse. — Caso aconteça alguma coisa, aproveite-se da sua furtividade para distrair e atacar sem ser vista.

[OFF: Aqui, mais ou menos a mesma coisa de antes. Como meu personagem não sabe rastrear, ele vai ficar apenas ajudando o Barus a fazer isso, ficando mais atrás e usando Percepção pra ver se encontra alguma coisa.]
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Dom Dez 07, 2014 1:35 am

Perto da floresta, procurávamos por pistas, qualquer coisinha que pudesse indicar para que rumo havia se metido Eliel. Eu seguia atrás de Barus e Drogo, atenta aos arbustos, a qualquer sinal de flores arrancadas ou caídas ao chão, ou grama revirada, qualquer detalhe seria útil.

[Off: Também gostaria de um teste de percepção]

Barus rastreava à nossa frente, eu e Drogo seguíamos na procura de pistas. Eu me mantinha perto de arbustos onde poderia me esconder facilmente no caso de algum perigo nos surpreender, com minhas adagas escondidas na roupagem, acessíveis para golpes rápidos.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Seg Dez 08, 2014 5:14 pm

Ao final da caminhada Barus olha a região e começa a sentir a dificuldade da busca que ele, e boa parte da população de Osgiliath, devem tentar. Uma vasta floresta se abre diante dele, e por trás delas as montanhas brancas se erguem e dominam a cena.

Com um suspiro ele fala - Procurar sem pensar só vai desperdiçar nosso tempo. Nós precisamos fazer uma busca organizada. - Ele olha ao redor e começa a falar a seus companheiros - Ruby, tente descobrir onde ficam as flores mais belas por aqui. Outros catadores de flores devem saber. - Se virando para Drogo - É importante acharmos alguém que tenha muita familiaridade com o local. Alguém que more aqui ou que trabalhe aqui. Precisamos saber onde há animais perigosos, fontes de agua, abrigo e frutas... tudo isso poderia ajudar na busca.

Depois de falar Barus começa a entrar mais fundo na mata e a procurar por qualquer indicio da menina ou de predadores que possam ter atacado a mesma.

[teste de percepção e/ou rastreiamento]




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Qua Dez 10, 2014 11:23 pm

Spoiler:

Barus faz um teste de rastrear (dificuldade 9), jogando 2d6, tirando 9 +2 = 11 (Sucesso).
Drogo faz um teste de percepção (dificuldade 10), jogando 2d6, tirando 8 +1 = 9 (Falha).
Ruby faz um teste de percepção (dificuldade 10), jogando 2d6, tirando 11 +3 = 14 (Sucesso).

O trio segue em meio a mata, nem tão juntos e nem tão separados. Barus segue na frente, rastreando. Ele detecta pegadas que parecem ter sido feitas a algum tempo, e pelas marcas sugerem que mais de uma pessoa caminhou ali. Algumas pegadas eram menores que outras, denunciando uma pessoa com pés menores (talvez uma mulher?) do que a outra. O rastro termina com marcas estranhas, como se uma pessoa tivesse sido arrastada de costas, deixando rastros lineares apenas dos calcanhares. A mata ali fica mais densa, porém mais florida. Ruby, a pequenina, toma a dianteira do grupo por um minuto, intrigada com algo. Ela então percebe que há pedaços de linho da cor verde, muito provavelmente do vestido da moça desaparecida. Ruby notou que há pedaços desse tecido presos em vários galhos seguindo uma trilha, como se alguém os amarrasse ali de propósito. É uma tática popular para marcar um caminho estranho e não se perder, caso você não saiba por onde anda. Talvez tenha sido a própria desaparecida que tenha feito uso dessa artimanha, embora não se possa ter certeza. O grupo então resolve seguir a trilha de pedaços de linho...



O rastro termina na entrada de uma caverna. O trio nota que eles se afastaram consideravelmente das outras pessoas, já que mesmo gritanto, elas são ouvidas distante. O grupo então resolve adentrar a caverna de forma cautelosa, mas conseguem caminhar apenas quatro metros antes de serem barrados por uma grande porta de pedra ornamentada com símbolos mágicos.



Drogo se aproxima e percebe que há um texto na porta escrito em Quenya.

Spoiler:

Drogo faz um teste de seber(idioma Quenya), contra uma dificuldade 7, jogando 2d6, tirando 10 +3 = 13 (Sucesso).

O mestre da sabedoria consegue traduzir perfeitamente o texto, que diz:

"É presente, e constante. E apesar de presente, não se inclina para o futuro, mas já se inclinou. Na verdade, esse presente está vinculado ao passado. Que condição é essa?"

Drogo logo percebe que se trata de um enigma, e muito provavelmente esse enigma é a chave para abrir a porta.

Spoiler:

Barus faz um teste de percepção (dificuldade 10), jogando 2d6, tirando 9 +2 = 11 (Sucesso).
Drogo faz um teste de percepção (dificuldade 10), jogando 2d6, tirando 9 +1 = 10 (Sucesso).
Ruby faz um teste de percepção (dificuldade 10), jogando 2d6, tirando 10 +3 = 13 (Sucesso).

O trio se coloca de alerta. Um calafrio súbito percorre a espinha de cada um deles. Todos eles sabem que não estão sozinhos, e que algo mais está a espreita. Tal perigo logo investirá contra eles. Isso se confirma após o grupo ouvir múltiplos uivos...

OFF: Desculpa a demora, mas estou em semanas de provas...

OBS:Vocês tem um tempo limitado para resolver o enigma antes do grupo ser atacado.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Sex Dez 12, 2014 5:10 pm

Barus saca sua espada, vira de costas para a porta e avança dois passos. Assim ele fica entre seus companheiros e qualquer perigo que surja. Ele mexe seus braços um pouco, relaxando e contraindo os músculos, se preparando para o conflito.

-"Bem, Drogo, essa coisa de enigmas parece ser com você... mas esse troço soa muito como 'agora' ou 'momento presente' ou algo do tipo..."- Diz Barus olhando pra trás e sorrindo por um instante.





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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Qua Dez 17, 2014 9:10 pm

É presente, e constante. E apesar de presente, não se inclina para o futuro, mas já se inclinou. Na verdade, esse presente está vinculado ao passado. Que condição é essa?

Drogo repetiu a frase com olhos estreitos. Pensou por alguns segundos, repassando algumas passagens que lhe intrigavam mais. Havia uivos ao longe, e ele sabia que era esperado que ele descobrisse aquela charada. Afinal de contas, mestres da sabedoria faziam exatamente isso. Respirou fundo.

É o tempo. — disse. — Presente e constante, inclina-se para o futuro em alguns momentos, mas nem sempre. E está sempre vinculado ao passado.


Última edição por Akira Toriyama em Seg Jan 05, 2015 1:45 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Qua Dez 17, 2014 9:50 pm

OFF: A porta não se move. A resposta é incorreta. Vocês ainda tem mais dois turnos para tentar.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Ter Dez 23, 2014 2:05 am

Ao encontrar os fios de linho amarrados por uma trilha, não pensei duas vezes antes de seguir as pistas, numa curiosidade que me consumia, ignorando por completo o fato de que poderia me deparar com algo perigoso logo de cara, sem a proteção de ficar atrás de meus companheiros. Mas logo nos deparamos com uma caverna, e seu aspecto duvidoso me fez recuar e deixar que eles entrassem primeiro.

Os dizeres na porta que encontramos eram completamente estranhos até o momento em que Drogo nos traduziu, o que acabou não me servindo de muito consolo pois o enigma parecia complexo demais pra mim. Com uivos que agora se tornavam nítidos, a situação parecia não poder ficar pior. A resposta errada de Drogo me deixou agitada e nervosa. Sem conseguir imaginar algo que chegasse perto da resposta certa, passei a olhar em volta, procurando alguma coisa, algum detalhe, insignificante que fosse, que nos ajudasse a sair dali ou que me fosse vantajoso esconder caso a situação ficasse feia.

[Off: Teste de percepção]
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Ter Dez 23, 2014 11:20 am

Spoiler:

Teste de Percepção de Ruby(Dracone), NA 11:
7+3 = 10 (Falha)

Teste de Espírito de Drogo(Akyra), NA 12:
9+3 = 12 (Sucesso)


OFF:

Dracone, Ruby está tomada de nervosismo. Ela está se sentindo vulnerável, e isso a impede de raciocinar com calma. Infelizmente ela não consegue detectar nada que seja útil, seja para decifrar o enigma ou mesmo para escapar. Ela se prepara para o pior, tentando controlar o medo que sente.

Akira, Drogo foi bem sucedido no teste de Espírito que você pediu inbox. Portanto, vou dar uma dica sobre o enigma com outro enigma. As seguintes palavras surgem de forma repentina na cabeça de Drogo. Ele não as lembra onde as viu, mas era uma espécie de verso de poema. O verso era:

Foi com ambição vil que eles me desejaram,
e pela minha posse eles lutaram.
Em batalha sangrenta logo eles perecem,
e na manhã seguinte, corpos ao Sol resplandecem!

Oh, que ironia!
Ocorreu então algo que até o mais tolo previa.
Assim que obteram-me, decidiram me dividir.
E foi assim, que escapei da ganância dos homens,
pois naquele exato momento deixei de existir.


Acho que a "atmosfera" desse verso e a repetição do que algumas palavras sugerem deixa a resposta mais fácil de se adivinhar. Então, riddle me this!

Boa sorte, pessoal.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Sex Dez 26, 2014 9:29 pm

Barus olha para a porta por um momento. Ele fica mudo e intensamente concentrado, olhando fixamente para a descrição do enigma. Seus olhos se arregalam, ele exibe um sorriso vitorioso e se prepara para dar a resposta da charada, então Drogo fala exatamente a resposta que ele tinha imaginado.

Os instantes seguintes passam com o coração de Barus cheio de expectativas. E mais nada. O guerreiro olha a porta que permanece indiferente aos esforços dos aventureiros...

"Daqui a pouco vai estar na hora de eu começar a fazer o meu trabalho tambem... so espero que nos todos estejamos bem o bastante para eu poder tirar um sarro com a cara do Drogo"

OFF: galerinha, acabei viajando pro natal e achei que la ia ter internet... mas nao teve. Me desculpem pelo atraso na postagem. E feliz natal atrasado Very Happy




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Seg Dez 29, 2014 6:12 pm

Drogo sentiu-se frustrado. Não tinha conseguido abrir a porta com a charada, e isso colocava o grupo em perigo. Esperava que as habilidades de Barus ainda não fossem necessárias, mas os uivos estavam começando a deixa-lo intimidado. Apertou a besta com força enquanto olhava para a charada, forçando-se para lembrar de algo que se encaixasse naquelas características.

Súbito, outro enigma lhe veio à mente. Uma charada em rima, típica dos hobbits. Tinha um tom levemente negro e debochado, como se a resposta estivesse escarnecendo dele. Respirou fundo, ouviu mais uivos.

Daqui a pouco vai estar na hora de eu começar a fazer o meu trabalho também... só espero que nos todos estejamos bem o bastante para eu poder tirar um sarro com a cara do Drogo. — disse o guerreiro. O mestre da sabedoria apenas engoliu em seco.

Se escaparmos dessa inteiros, vou aceitar sua zombaria de bom grado, Barus. — retrucou, depois voltou a olhar para a adivinha.

Repetiu as palavras do verso enquanto podia. Houve um lampejo em sua mente na forma de uma única palavra. Se errasse outra vez, não teriam mais uma chance. Os lobos estavam cada vez mais perto.

A vida. — disse.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Seg Dez 29, 2014 7:10 pm

OFF:

Resposta errada. Última chance. Os uivos estão agora completamente audíveis. Ruby e Barus conseguem ver um farfalhar frenético nos arbustos da frente. No próximo turno, os lobos saltarão sobre vocês e então tentarão matá-los e devorá-los. Pelos uivos e pelo barulho nas folhas, dá para se deduzir que há pelo menos 5 lobos se aproximando.

OBS: Eu não deveria dar essa informação, mas como vocês estão passando por maus bocados, vou ser legal e relembrar vocês de uma coisa: não se esqueçam de que, nesses casos, a resposta deve ser falada no mesmo idioma da charada, mas a resposta não é o tempo e nem a vida, independente do idioma.

Outra dica: Como a gente dizia quando criança: está pegando fogo!
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Seg Jan 05, 2015 2:01 pm

O farfalhar frenético das folhas denunciava que os lobos não tardariam a chegar. Drogo estava nervoso e frustrado com as respostas erradas e começava a se questionar sobre toda a preparação para a vida de aventuras. De fato, errar uma charada nunca lhe passara pela cabeça. Talvez porque as vidas de seus amigos não estivessem dependendo tanto de uma simples resposta. Costumava brincar com aqueles versos e charadas, mas aquilo era totalmente diferente.

Pensou. O tempo era algo que estava de acordo com a adivinha, mas provavelmente não era. A vida também não se mostrara uma resposta satisfatória. Mas havia outra coisa pelo qual os homens lutavam tanto: ouro. Poder. Imortalidade. Conhecimento. Lealdade. Amor. Liberdade. A resposta deveria ser uma daquelas. Se acertasse, poderia saber qual. Senão, teria que se apegar à esperança de sobreviver aos lobos e continuar tentando.

Uma condição que é presente, constante e ligado ao passado. — disse, encarando a escrita na porta. Então, respondeu em sindarin: — A condição de velho.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Seg Jan 05, 2015 4:49 pm

Pela terceira vez, o mestre da sabedoria engoliu em seco e depositou todas as suas esperanças na resposta. A porta não se moveu. Não houve nenhuma reação. Drogo só não teve tempo de sofrer com uma nova frustração porque a adrenalina tomou conta do seu corpo, ao ouvir uma sucessão de rosnados próximos...



Uma matilha de seis grandes lobos negros se aproximava rosnando. A adrenalina fez o coração do trio acelerar. Barus se preparava para o pior. Drogo começou a suar frio, segurando sua besta o mais forte que podia. A pequena Ruby estava ofegante, com os olhos arregalados. Seu ritmo cardíaco era assustadoramente descontrolado.

Spoiler:
Testes de iniciativa:

Drogo: 12 (11+1)
Barus: 9 (6+3)
Ruby: 8 (5+3)
Lobo 01: 7
Lobo 02: 9
Lobo 03: 7
Lobo 04: 10
Lobo 05: 9
Lobo 06: 10

A situação ficou a seguinte:

Drogo vs Lobo 01 e Lobo 02. A ordem de ataque é Drogo, Lobo 02 e Lobo 01.

Barus vs Lobo 03 e Lobo 04. A ordem de ataque é Lobo 04, Barus e Lobo 03.

Ruby vs Lobo 05 e Lobo 06. A ordem de ataque é Lobo 06, Lobo 05 e Ruby.

Drogo, o primeiro movimento é seu.
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Akira Toriyama em Qui Jan 08, 2015 7:53 pm

Os lobos os encaravam com ferocidade. Drogo sabia que aquilo tinha sido culpa sua — um mestre da sabedoria deveria desvendar aquele enigma sem muitos problemas. Porém, a adrenalina de sua primeira aventura se mostrar grande demais para ser vencida na primeira tentativa. Ou na segunda. Ou na terceira. Não havia tempo para pensar muito, porque precisava pensar em uma forma de sair dali vivo.

Puxou Ruby pela gola da camisa, levando-a para trás de Barus. Era melhor dar espaço para que o guerreiro fizesse seu trabalho enquanto ele lhe daria cobertura com a besta.

Não pensou muito no que faria quando viu os lobos. Apertou o cabo de sua besta e mirou no lobo que estava mais próximo. Respirou fundo, torcendo para conseguir um bom disparo. Lembrou-se de todas as vezes que o pai lhe ensinara a atirar. Lembrou-se de cada dia de treino até que descobrisse que gostava mais de livros do que de armas. E apertou o gatilho.

OFF:
Teste de Combate à distância pra acertar o lobo que estiver mais próximo.

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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Qui Jan 08, 2015 10:11 pm

Spoiler:
Drogo rola 2D6 para um teste de Combate à Distância (Besta), contra um NA igual a 10, e obtém: 7+2 = 9 (Falha)

Tomado pelo desespero, o mestre da sabedoria dispara no lobo mais próximo. O dardo passa assoviando próximo ao ouvido da fera, porém por questão de centímetros erra o alvo. Dois lobos pulam correndo na direção de Drogo, sendo que aquele que foi o alvo do seu tiro investiu primeiro.

Spoiler:
Ataque do Lobo 01 (Mordida, NA 11): 9+1 = 10 (Falha) (Falha)

Spoiler:
Ataque do Lobo 02 (Mordida, NA 11): 7+1 = 8 (Falha) (Falha)

Por sorte, o mestre da sabedoria consegue esquivar de ambos os botes, dando tempo para se recompor. (OFF: Não se esqueça que para mirar/recarregar a besta leva um turno).

Enquanto isso, Barus que está na frente recebe uma investida de outro dos lobos.

Spoiler:
Ataque do Lobo 03 (Mordida, NA 13): 6+1 = 7 (Falha) (Falha)

Com igual habilidade, o guerreiro consegue esquivar do primeiro lobo, enquanto se concentra no segundo, mais próximo a ele.(OFF: É a vez de Barus atacar)
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por monstroloko em Seg Jan 12, 2015 2:20 pm

Os lobos avançam com uma velocidade impressionante, e para o desespero de Barus, começam a atacar seus amigos.

Sabendo que ele é quem melhor pode sobreviver aos ataques das feras, Barus avança entre elas e gira suas espada com todo seu poder. Enquanto golpeia ele grita a plenos pulmões, soltando um urro gutural e sem palavras, apenas barulho e agressividade condensados em um único som.

#gasto de um ponto de coragem, +2 em testes de batalha#
#teste de armas brancas para golpear um lobo#


OFF: acredito que eu tenha duas ações, então a segunda é o grito de batalha, para tentar intimidar os lobos e faze-los atacarem a Barus ao invés dos outros personagens.

#teste de intimidação#???




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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Blodtørstige Warg em Seg Jan 12, 2015 11:42 pm

Spoiler:


Teste de Intimidação, NA 11 (2D6 +1): 6 (Falha)

Teste de Ataque, NA 10 (2D6+4+3(Coragem -1)+1(Cabo-de-guerra)): 18 (Sucesso Extraordinário).

Dano (Espada Longa):2D6 (7) + 5 +2 (Modificador de Força) = 14.


Barus urrou em ímpeto furioso, na esperança de atrair a atenção da matilha para si, evitando que seus amigos fossem atacados. Talvez fosse pelo ódio da frustração, talvez fosse só o calor da batalha, mas o guerreiro desferiu um golpe letal no lobo mais próximo. A fera deu um grito estridente, mas logo silenciou-se. Barus tinha acabado de matar um dos lobos da matilha(OFF: Lobo 03 fora de combate).

Spoiler:


Teste de Ataque, Lobo 06, NA 10 (Mordida): 5+1 = 6 (Falha).

Teste de Ataque, Lobo 05, NA 10 (Mordida): 9+1 = 10 (Sucesso).

Teste de Prestreza, Ruby, NA 10 (Esquiva): 12+3 = 15 (Sucesso).


Devido a rapidez da pequenina, Ruby conseguiu esquivar-se com facilidade de ambos os ataques, principalmente do primeiro, já que o lobo parecia atordoado com algo e não pôde se concentrar direito. Talvez o grito de Barus tivesse causado algum efeito, no fim das contas? A Hobbit agora está no controle da situação(OFF: Turno de Ruby).
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Re: Os Cristais de Valfenda - Uma Fábula da Terra-Média

Mensagem por Dracone em Sex Jan 16, 2015 8:13 pm

No calor da batalha, enquanto seus amigos enfrentavam os lobos que agora atacavam ferozes, tentei esconder me atrás de meus amigos a fim de proteger me. Mas eles me atacaram, com sorte, consegui me esquivar.

Apanhei as adagas com as duas mãos, presas as roupagens aproveitando a falha do ataque do lobo e a distração do outro para tentar um ataque em ambos. Mirei em suas testas e atirei, cada uma destinada a um inimigo, tentei colocar a rapidez que meus punhos permitiram e rezei para ser certeira.

(Off: Teste: combate com armas )
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