As Fúrias Negras

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As Fúrias Negras

Mensagem por Garou em Qua Dez 24, 2008 1:18 am


As Fúrias Negras


As Fúrias Negras praticam o feminismo ao pé da letra. De acordo com a lenda, Luna reuniu pela primeira vez essa seita de mulheres guerreiras na Grécia Antiga. Encarnada em Ártemis, a Caçadora, a deusa designou lobas como defensoras da Wyld. Desde então, as seguidoras da tribo inspiram lendas sobre heroínas. As anciãs alegam que a tribo é responsável pelas amazonas guerreiras, pelas vingativas bacantes, pela revolta política de Lisístrata, pela habilidade militar da Rainha Bodicea e até mesmo pelas valquírias nórdicas. A tribo aceita apenas mulheres em suas fileiras e geralmente recruta filhotes fêmeas de Garou enfurecidas com o chauvinismo ou o machismo de outras tribos. A versão delas de sexismo costuma ser rotulada de hipócrita, mas baseia-se na cultura que se desenvolveu durante milhares de anos. Para a maioria das Fúrias, a crença que as impele é simplesmente a de que as mulheres merecem respeito e veneração.

No decorrer da História, surgiram boatos de que as Fúrias Negras só davam à luz a filhotes fêmeas. Na verdade, algumas Fúrias sacrificavam os filhos homens; as demais se desfaziam dos meninos. As únicas exceções eram os impuros; por razões desconhecidas, as Fúrias têm vários impuros em suas fileiras. Nos dias de hoje, porém, as Fúrias se desfazem de seus filhotes machos para que sejam criados por outros lobisomens, mas, em troca, exigem o direito de recrutar fêmeas criadas por outras tribos. As Fúrias obrigaram seus rivais a tratar respeitosamente as mulheres, não com intimidação e insultos, e sim com a oferta de uma alternativa. Diferente do estereótipo, elas não exigem que as suas filhas “odeiem todos os homens”. Em vez disso, elas dão às mulheres a oportunidade de expressar suas opiniões... e exercê-las.

É impossível encontrar duas Fúrias que interpretem as filosofias da tribo exatamente da mesma maneira, mas alguns padrões culturais são constantes. As Fúrias são conhecidas por sua sabedoria mística, seu orgulho exaltado e seu fervor político. A honra é a virtude mais estimada; se uma Fúria Negra der sua palavra, ela irá até o inferno para cumpri-la. Os Dons e os espíritos aliados da tribo, demonstram uma ligação primordial com a Wyld e costumam ser invocados para defender a natureza. Os protetorados das Fúrias estão entre os lugares mais belos e sagrados da criação. De fato, muitas Fúrias veem a si mesmas como aspectos da própria Deusa, pos têm uma ligação com Gaia mais profunda do que a de qualquer homem comum.

Em troca dos dons da Deusa Gaiana, cada Fúria também tem obrigações para com a tribo como um todo. Antes de mais nada, elas devem participar regularmente das assembleias tribais privativas nas quais mulheres sábias conduzem rituais complexos e belos. Kuklochoros são assembleias informais às quais as mulheres humanas são convidadas a comparecer, geralmente para aprender as tradições da Deusa. Durante os Tempos Flamejantes da Renascença, muitas dessas reuniões foram confundidas com sabás de bruxas. As Ulaka magelis são exclusivas para as Fúrias Negras, pois apenas elas possuem a força e o vigor necessários para suportar os longos e extremamente emotivos rituais envolvidos. Não há como negar que a tribo tem a própria versão da discriminação, mas essa prática muitas vezes é necessária para explorar os mais íntimos mistérios tribais e mantê-los em segredo, longe dos olhos das sociedades patriarcais que as cercam.

Na mitologia grega, Belerofonte, o herói cujo domínio sobre os animais permitiu-lhe conquistar um animal mitológico e viajar pelo mundo, domou Pégaso. Na versão gaiana desse mito, Pégaso — o totem das Fúrias — desenvolveu um ódio imenso pelo homem que o dominou. As Fúrias recontam essa lenda a sua própria maneira, usando-a como exemplo da necessidade que o homem tem de reinar sobre a natureza e de se aproveitar do poder místico. É claro que a tribo também venera outros totens, desde a Coruja e Pantera às Musas e Medusas.

Os membros da tribo que acreditam nas mesmas coisas se reúnem em campos chamados kuklos, ou “círculos”. As Fúrias Negras que se aliam a lobisomens de outras tribos podem ainda agir em nome de um kuklos de vez em quando e costumam recrutar outros membros de sua matilha para ajuda-las. Todos os círculos têm grande autonomia, embora todos devam um dia responder aos Cálices Interno e Externo, os conselhos mais importantes da tribo. As anciãs do Cálice Externo são bem conhecidas, pois são escolhidas com grande pompa e cerimônia. O Cálice Interno mantém suas líderes e suas atividades em segredo, o que contraria os filhotes e cliath da tribo.

As Fúrias também possuem tesouros e fetiches que elas acreditam ser de uso exclusivo dos membros da tribo. Quando esses bens caem em mãos erradas, as guerreiras se apressam a recupera-los. Essas ações extremadas são responsáveis por muitas histórias sobre Fúrias vingativas e misantrópicas. Entretanto, apesar das noções preconcebidas de outros lobisomens, nem todas as Fúrias são radicais. Alguns campos são particularmente ríspidos com os homens, mas esses grupos geralmente formam as próprias matilhas, compostas inteiramente de suas seguidoras. Muitas Fúrias vivem em matilhas que aceitam outras tribos; infelizmente, às vezes elas se veem em conflito com as anciãs mais radicais e intolerantes de sua própria cultura.

As frentes de batalha entre cliath e anciãs são bem claras. Enquanto as Fúrias mais velhas são bastante tradicionais, as jovens têm conceitos bem revolucionários sobre gênero, guerra e sociedade Garou. Nem todas as Fúrias Negras acreditam em “esfregar a cara dos homens na lama”, mas todos os membros da tribo são conhecidos por sua tendência a falar o que pensam, direta e veementemente, não importa quão impopulares ou perigosas suas ideias possam ser. Ao fazê-lo, elas correm o risco de alhear outras mulheres de sua própria tribo e angariar a ira das anciãs. Apesar de a “mulher que corre com os lobos” poder escolher a quem se aliar, as anciãs de sua tribo ainda a encorajam a abraçar as causas gaianas de suas irmãs. Portanto, o conflito de gerações continua. Em nome Dela, as Fúrias vingarão qualquer crime contra as mulheres, insultos à Deus ou a profanação de Suas criações.

Totem da Tribo: Pégasus

Força de Vontade Inicial: Sem restrições

Físico: Apesar de a tribo ter se originado na GrécIa Antiga, as Fúrias se espalharam pelo mundo, adaptando-se a (e alterando) uma vasta gama de culturas. Nas formas Crinos, Hispo e Lupina, sua pelagem é extraordinariamente escura, geralmente com realces em branco, cinzento ou prateado. De acordo com a antiga lei, os únicos machos da tribo são os filhos impuros de outras Fúrias. A arte da Grécia Antiga representa Fúrias hominídeas como guerreiras graciosas e ágeis, mas as Fúrias do século XXI se ressente sempre que são retratadas de acordo com qualquer estereótipo. Não há nenhum padrão universal de beleza ou graça na tribo, assim como não há uma só abordagem do feminismo. Apesar de debates intermináveis sobre política e prática, nenhum outro grupo de lobisomens é capaz de juntar punks urbanos, amazonas modernas, intelectuais feministas e grandes dames idosas com a mesma eficiência.

Dons Iniciais: Hálito da Wyld, Sentidos Aguçados, Sentir a Wyrm.

Território: Durante boa parte da história da tribo, as Fúrias se mostraram excessivamente reclusas. Consideram seu dever religioso proteger os últimos lugares sagrados da Wyld. Com a chegada dos Últimos Dias, entretanto, restam-lhes poucos lugares nos quais se esconder. As defesas místicas antes protegiam as seitas tribais das invasões, mas essas barreiras vêm desaparecendo continuamente. As guerreiras ainda defendem fielmente os bosques e as ilhas sagradas, mas um número cada vez maior de Fúrias começa a migrar para as cidades humanas, atraídas pela militância política, pelos protestos e pela resistência. Se seus vales e bosques secretos foram capturados, então talvez seja hora de levar a batalha às linhas de frente. O tempo de se esconder acabou.

Protetorado: Muitas Fúrias nomeiam-se protetoras das mulheres e consideram crimes contra seu sexo uma seriedade mortífera. As mulheres Aparentadas geralmente levavam vidas inóspitas ou arriscadas antes de serem descobertas (e às vezes, resgatadas) por suas primas Garou. Os homens Aparentados são numerosos, pois são essenciais para a sobrevivência da tribo. O contato deles com a tribo costuma ser rotineiro, e as relações se dão normalmente fora do território da seita. Os Parentes homens das Fúrias costumam ser designados para a função de cultivar a influência no mundo humano, e alguns são tratados como meros reprodutores. No entanto, apesar de muitas Fúrias demonstrarem franca impaciência com homens em geral, essa impaciência não as impede de desenvolver com determinados homens laços profundos e sentimentais, alguns que duram a vida toda.

Citação: A testosterona ‘tá aumentando por aqui. Por mim, a gente deixa os homens discutindo mais algumas horas e vamos embora por nossa conta. Deixem eles aí fazendo pose na assembleia. Temos trabalho de mulher pra fazer.

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